BRASIL: DESENVOLVIMENTO COM OS PÉS NO CHÃO

Deputado ANTONIO NOGUEIRA

Há cerca de uma semana o presidente do Banco Central, Henrique Meireles, falando a empresários brasileiros, foi enfático ao afirmar que no Brasil não cabem mais “bolhas de desenvolvimento”, fáceis de construir e difíceis de segurar. Muito mais difícil é contornar, segundo ele, as conseqüências maléficas de condições superficiais e forjadas, como as que se vendem, nestes momentos, com a falsa promessa de início de uma nova era para o Brasil. Henrique Meireles acrescentou que os passos dados pela economia brasileira - passados e futuros - devem ser marcados pela responsabilidade e pela firmeza.

Portanto, o que tenta-se rotular de conservadorismo na política econômica, na verdade reflete uma diretriz eleita pelos gestores econômicos, caracterizada pela responsabilidade, pelo bom senso e pela competência. Essa e muitas outras falas do Presidente Henrique Meirelles e de membros da equipe econômica do governo sempre foram, pelo menos, relativizadas por setores da imprensa e pela oposição, argumentando-se que tratava-se de mero “jogo de cena”, e que, na verdade, a economia estaria entregue e seus condutores perdidos, não sabendo como carregar o fardo que receberam.

O anúncio do corte de 2,5% (dois e meio por cento) da taxa de juros, anunciada ontem (20/08) pelo COPOM deve desdobrar-se em crescente euforia, tanto pelo mercado, quanto, especialmente, pelo setor produtivo do país - porque sou daqueles que acha que devemos ser justos, “dar à César o que é de César”.

Entendo que esse anúncio e mais a aprovação, em primeiro turno, pela Câmara dos Deputados, da reforma da previdência e a eminente aprovação da reforma tributária, sem falar nos bons resultados no mercado de câmbio e no saldo da balança comercial, atestam, sem sombra de dúvida, que a equipe econômica sabe muito bem o que está fazendo e que o discurso de seus membros não é “para inglês ver”. São falas responsáveis e que refletem suas reais intenções e as possibilidades do País. Portanto há que se fazer justiça e há que se reconhecer, em todos os setores, as boas intenções e os méritos das decisões tomadas pela equipe econômica e todo o governo de um modo geral.

Desde que assumimos o governo desse País, no início do ano, anunciávamos que uma nova era estava iniciando, que as coisas não estavam nada bem, mas que acreditávamos no potencial de nossa nação, na força de seu povo e especialmente na competência e na boa fé do governo que se instalou. O que já presenciamos hoje é que novas relações entre o Estado brasileiro e seus nacionais estão estabelecendo-se. O PPA, por exemplo, está sendo amplamente discutido com a sociedade. Tivemos a coragem de fazer as reformas e discuti-las sob outros prismas, agora pautados no interesse do país. Diversas ações estão sendo gestadas dentro dos órgãos governamentais e já começam a entrar em cena.

A conseqüência natural desse diálogo franco e aberto com a sociedade e do compromisso que são expressos pelo nosso governo, já começamos a notar, e é exatamente a credibilidade que cada vez mais passamos a gozar e a confiança que o povo tem no futuro de nosso País.

Sabemos muito bem que os desafios são enormes e que há muito o que fazer, mas acreditamos na ousadia de nosso governo e principalmente na competência técnica que já comprovamos ter de sobra em diversos governos nossos espalhados pelo Brasil afora em prefeituras e governos estaduais. O que teremos no Brasil, daqui para frente, será o desdobramento de políticas públicas que já consagramos. Um Estado mais democrático que permita concretamente a participação popular na decisão dos rumos a serem tomados, o desenvolvimento econômico fundado em matizes sólidas e irretroativas e, por conseguinte, um País mais agradável para se viver.

Digo isso porque sempre afirmamos termos uma história política e governamental que denota nosso compromisso e o povo brasileiro sabe que pode confiar na gente, porque nos reconhece e sabe que é somente o governo do PT e seus aliados que poderão erguer nesse país uma nova sociedade, tendo como diretriz maior o desenvolvimento humano. E isso implica em direcionar toda e qualquer ação, seja econômica, social ou política no sentido de melhorar as condições de vida de cada cidadão.

Essa foi a nossa promessa e esse é o nosso compromisso.