Caro Correa,

Neste dias que sucederam às eleições municipais, tenho acompanhado as diversas avaliações veiculadas e não veiculadas pelos articulistas, “analistas”, reporteres e curiosos da política e pelas forças derrotadas no Pleito.

Bala PDT e aliados, desfocam a todo custo a quase transparente avaliação negativa que o povo fez e faz do "Governo Waldez" (como eles mesmos preferem se entitular). Tão insistente é a avaliação equivocada pós pleito, que o resultado se aproximará da também equivocada avaliação que faziam antes do dia da eleição, ou seja: “tudo podemos”! ". Após o dia 3 de outubro a cantiga passou a ser: “a culpa está nos outros" e não em mim.

No entanto, era tão visível a derrota de Bala que só mesmo a cegueira do poder poderia potencializá-la e transformá-la em ridícula afirmação contrária. Fato consumado e previamente anunciado essa é a análise mais simples que esta eleição deixou: "Bala perdeu para o Governo e por ser governo".

Quanto ao PSB e os Capiberibes, segundo a avaliação de Camilo em artigo neste site, a derrota também não "está em mim", ou seja no PSB. É fruto da injusta cassação impostas por algozes impiedosos e aéticos; do jogo baixo dos adversários; de não terem nenhuma das "máquinas" como aliadas e o pior, da articulação de uma força “obscura” que congregou, na visão do PSB, "os filhos do PDSA" e José Sarney.

Tanto para Bala quanto para os Capi's, antes da eleição, a força que se elegeu não existia. Não existiam treze partidos coligados, liderados pelo PT e PCdoB. Não existia a figura política João Henrique. Não existiam produtos administrativos da gestão de João Henrique na PMM, e principalmente não existia o elemento fundamental que elegeu CAPI em 94 e WALDEZ em 2002: a força de composição e aglutinação de vários setores sociais e políticos em torno de um bom nome. Esquecem-se os que fazem as análises oficiais que houve em torno de João Henrique um novo movimento, novos arranjos e acordos políticos legítimos, novos projetos, novas idéias e projetos para governar, traduzindo: projeto e militância.

Talvez esse não seja o maior ou melhor fator para avaliar os resultados das eleições que se encerraram, mas, deve servir como ponto de partido para quem precisa avaliar e atualizar o discursso, o programa, a política de aliança e a prática administrativa.

Convido os articulistas, “analistas”, reporteres e curiosos da política para analisarmos entre todos os elementos, os que de fato decidiram os rumos desta eleição, assim como arrisco a opinião de que um novo tempo se inaugura em torno dessa liderança de PT / PCdoB. Novos caminhos se desenham demonstrando que ainda é tempo de plantarmos projetos coletivos para "governar governos" e alianças políticas.

Um grande abraço,

Emano Oliveira.