Esporte exige trabalho de base.

"Parece engraçada a maneira como nós amapaenses, entre tantos outros diga-se de passagem, torcemos e discutimos com tanta propriedade o futebol carioca, paulista às vezes mineiro e até gaúcho.Gritamos e torcemos pelos gols do campeonato carioca, sabemos a escalação do Vasco da Gama, Flamengo, Fluminense, vamos até o bar do Abreu assistir aos jogos em Pay per View, sabendo o nome de suas sedes, os anos dos seu principais titulos muitos berram, gritam, brigam infelizmente e uns até choram !! mas engraçado mesmo é não se ter uma identidade, não se perguntar de onde vem um Brasiliense ou um Santo André, tão pequenos e surpreendentes, frutos de trabalho e inteligência.Não se perguntar se os nossos São José, Trem Desportivo, Ipiranga, Independente, Amapá clube, Macapá...tão tradicionais e desconhecidos, importantes mas não valorizados um dia poderão chegar lá, muitos tentam explicar, que só valorizamos o esporte dos outros porque o nosso não existe (Grande mentira), temos um campeonato de Futebol (AOS TRANCOS E BARRANCOS)mas que é nosso ! com equipes mostrando inteligência, investindo na base, em jogadores locais, ganhando ou perdendo, plantando uma semente,(exemplo do Trem time cheio de moleques) temos também alguns que se dizem dirigentes caçando sucatas em outros Estados, justificando que estão trazendo "reforços", reforçando sim realmente uma proposta fálida de se fazer esporte.

Graças a Deus posso falar com propriedade de esporte, caso isso interesse.
Tratar deste assunto e meio que um desabafo, pois tive na segunda feira mais uma demontração de que é preciso muito esforço pra conseguir superar o talento, se alguem foi ao avertino ramos assistir a final do Basket Adulto, viu duas equipes São José e AABB, equipes formadas por jogadores locais mostrarem um basket de alto nível. E o que é melhor sentir da torcida que ali estava, o quanto ela se identificava com os jogadores, porque aqueles são seus vizinhos, parentes, amigos...não são os ídolos distantes de nossa realidade, que tantos se abituaram a idolatrar e endeusar sem nunca ter visto de perto. Aqueles que estavam jogando naquele Ginásio, eram filhos da terra, tomadores de Açaí e comedores de farinha.......candidatos a mostrar que esporte só se faz , fazendo primeiro o dever de Casa, Investindo na base, acreditando no talento local, e acima de tudo trabalhando com seriedade para obter resultados reais, não se enganar ganhando 1 jogo e perdendo 20, na série C DE QUALQUER CAMPEONATinhO.

Cordialmente

Adriano Ronai"