Eventos alternativos: Uma saída para o
aquecimento da economia dos municípios

Os demais municípios do Estado do Amapá deveriam tomar como exemplo a iniciativa e ousadia do município de Santana, as possibilidades de geração de emprego e renda e o conseqüente aquecimento da economia local dessas cidades seriam certamente maiores. Por outro lado, teriam a possibilidade de redenção para acabar ou pelo menos diminuir a quase que total dependência financeira dos Governo Federal e Estadual.

Gerar emprego, renda e fomentar a economia local. Foi um dos objetivos do 1º Santana Folia (Carnaval fora de época), que atraiu muita gente, principalmente da capital Macapá. Porém, a festa recebeu a presença de pessoas vindas de outras regiões do Estado. Fator que tornar-se essencial para o desenvolvimento do município. Os organizadores estimaram que aproximadamente 50 mil pessoas prestigiaram os três dias de folia em Santana. Embora experimental, subtende-se que o projeto Santana Folia tem tudo para alavancar e crescer nos próximos anos.

Conforme cálculos ainda da coordenação do evento, foram gerados cerca de mil empregos nas áreas de segurança interna; recepção; ambulantes (setor informal), que cadastrou 400 postos de trabalho em média.

O prefeito de Santana, Rosemiro Rocha Freires, rendeu elogios a primeira Micareta santanense. O projeto foi positivo, disse ele, acrescentando que entre outras vantagens foi a geração de empregos temporários. Para o prefeito santanense, quando o poder público e a iniciativa privada se unem e somam esforços os resultados são sempre os melhores possíveis. Rosemiro garantiu que o apoio do Governo do Estado foi primordial e garantiu a realização do projeto.

Do ponto de vista do empresário santanense, Josmar Pinto, é fundamental que a iniciativa privada realize eventos desse porte, haja vista que hoje o município de Santana enfrenta índices elevados de desemprego e conseqüentemente demanda de mão-de-obra ociosa.

Acredito, que a partir de projetos como este, abri-se um leque de oportunidades e possibilidades de ampliar o chamado “Corredor Turístico” de Santana, obviamente, essa área demandaria mudanças significativas nas estruturas urbanísticas da cidade, além de uma política sistemática de promoção de eventos culturais.

A coordenação do 1º Santana Folia ficou a cargo dos empresários, Olavo Almeida e Mário Brandão, o último é secretário municipal de cultura do município de Santana. Os dois, na minha concepção, buscaram desenvolver um projeto para atender os anseios dos foliões. Além do apoio dos poderes público Estadual e Municipal, a programação recebeu apoio dos órgãos de segurança pública, que foram fundamentais na garantia do serviço de segurança de foliões e brincantes que prestigiaram a festa.

Diante do fortalecimento dos carnavais fora de época, o Santana Folia, se apresenta com a promessa de se caracterizar como um dos maiores eventos culturais daquele município. Sucesso total, assim poderei configurar.

FRANCISCA DE ARAÚJO BEZERRA

ACADÊMICA DO CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS (CEAP).