De imbecilidades, novela, machismo e réplica !

Parece que imbecil virou xingamento preferido, está na moda. Que o diga meu amigo Alysson, que levou a pecha de imbecil em "rede mundial", adjetivo vindo de um "jornalista" que entendeu menos e escreveu mais do que deveria.

Na minha opinião (lá vou eu correr o risco de levar uma de imbecil pela cara, caso encontre um ser discordante da minha opinião) o "jornalista" em questão é um engodo , como certos "coleguinhas" que se firmaram ou buscam se firmar pela polêmica, muitas das vezes falsa, frágil (porque sustentada na agressão gratuita). Assim era Paulo Francis, assim é Diogo Mainard , assim se ensaia esse Ricardo não sei das quantas.

Mas não é privilégio de jornalistas, articulistas, colunistas o uso de "imbecil" para reforçar discordância. Está cada vez mais arriscado expressar a opinião na internet e não ser vítima da imbecilidade maior, a de ser tachado de imbecil. Paula Takada se arriscou a criticar a programação de uma Oficina de Comunicação Comunitária e também levou uma a-tacada gratuita.

Já eu, noveleira assumida que sou, mas nem por isso "envolvida sentimentalmente" com personagens e autores, resolvi criticar Gilberto Braga e sua Celebridade, escapei por pouco de ser chamada de imbecil, o discordante me chamou apenas de insensível.

Se eu tivesse tamanho dom da palavra para "direito de resposta" como o Sr. A. , eu replicaria.
Mas não, eu não saberia como dizer ao Sr. Mário Chaves que o que me sensibiliza mesmo é chegar numa comunidade ribeirinha e encontrar uma menininha pobremente vestida "à moda Laura" com aquele ridículo lencinho no pescoço, ou mesmo no pátio das escolas, neste calor tropical, as meninas de meias listradas até o joelho e sainhas curtas à Darlene.

Eu correria o risco de levianamente acusar o Sr. Mário de engrossar a turma dos machistas que acham que é isso aí , mulher é tudo "cachorra". Eu teria que lamentar que "um dos maiores autores da TV", na opinião do Sr. Mário, além da "criatividade" de criar crimes de mobilização nacional, quando sai um pouco além do seu umbigo (Ipanema/Leblon/Copacabana), chega no máximo ao Andaraí. A não ser quando o merchandise o obriga a vir até a Amazônia.

Discordaria do Sr. Mário. Não é pelo fato de que "... somos obrigados a acordar e dormir com escândalos de toda ordem", que devemos achar que é melhor dar "circo" ao povo, ainda que sejam espetáculos de péssima qualidade.

Que a novela faz parte do hábito da maioria da população isso é fato, que "... o imaginário coletivo se deleita com as tramas, sofre e se diverte ao mesmo tempo com os personagens", também, mas não fica só nisso, é grande a sua influência no comportamento da maioria das pessoas, que incorpora vestuário e vocabulário de novela ao seu dia-a-dia, até que "a próxima novela" (saudades de Carlos Eduardo Novaes), dite novos comportamentos.

É por isso que eu assisto novela sim, mas com um olhar critico, para as mensagens explicitas e implícitas. Não sou radical a ponto de pedir o fim dos folhetins que nos permitem" momentos graciosos de ficção, onde assuntos cotidianos e atuais são tratados com sublime dose de arte" mas peço o fim da baixaria, da falta de respeito e do mau uso desse importante veiculo de difusão de mensagens em rede nacional.

Bons entendedores saberão que não é uma questão que se resolve com a minha atitude particular de mudar de canal. (Vânia Beatriz)