Que bairro é esse?

Rodrigo Cunha

Esta é uma pergunta que faço freqüentemente quando circulo por Macapá, pois moro em Santana. Não duvido muito que também os moradores da capital se vêem perdidos dentro da própria cidade.

Consultando os mapas que a gente encontra pelas revistarias, há várias diferenças quanto a organização territorial de Macapá. Em uma mapa, a região que compreende a Praia do Araxá e o Canal da Pedrinhas possui dois bairros. Neste caso, o bairro do Araxá e o das Pedrinhas. Em outro mapa, os bairros do anterior formam um todo: a Vila das Oliveiras. Pelo mapa oficial, disponível no site da Sema: www.sema.ap.gov.br, também é unido, mas com outro nome: bairro das Pedrinhas.

Em apenas dois mapas localiza-se a Ilha Mirim. E apenas no mapa oficial, pode ser encontrado o Novo Buritizal. Em nenhum existe Cuba de Asfalto.

Outra observação, o nome do bairro é Central ou apenas Centro? Nos três mapas a denominação é comum: Central. Mas percorrendo pelas ruas do bairro, algumas placas informam que estamos no Centro. Ué? Afinal de contas, qual é o nome do bairro?

Uma idéia que tive de repente é a divisão do bairro Central - ou Centro. É grande demais, de difícil localização. Que tal se pegarmos a região comercial, juntamente com a Fortaleza de S. José, incluindo toda a Cândido Mendes e formar um bairro? Bairro do Forte ou do Comércio. A Igreja de São José e a região do Cemitério Municipal poderia ser um outro bairro, o bairro São José! E o resto podemos denominar com outro nome qualquer.

Por falar de denominação, por quê os macapaenses, assim como os santanenses, adoram dividir seus bairros por numeração. Brasil Novo I e II, Infraero I e II, Marabaixo I, II e III, Renascer I e II, Provedor I e II, Remédios I, II e III. Falta de criatividade. Existem tantas pessoas para homenagear, tantos santos, as frutas e suas árvores aguardando para se transformarem em árvores, datas e fatos marcantes do nosso Estado. Afinal de contas, cada bairro tem sua história. Não podemos explicar por quê o Brasil Novo II se chama desta maneira. Os invasores do Vila Verde - que antes chama Cheiro Verde - possuem mais criatividade do que os órgãos municipais que cuidam da catalogação de logradouros da cidade. Aliás, o lugar não é verde mesmo?

Macapá está em fase de crescimento. Enquanto os órgãos públicos não acordarem para uma reorganização da capital morena, as pessoas vão construindo suas casas por onde quiserem, dando o nome que quiserem. Não gostaria de me ver mais perdido em uma cidade que nem tem 500 mil habitantes.