PENSANDO EM QUESTÕES MAIORES

José Amoras*

Em artigo assinado por Rup Silva publicado neste site pudemos ver a promoção de seu próprio irmão Ronaldo Picanço. Tentar promover um irmão é muito natural, embora sendo suspeito para tal. Mas achincalhar a militância do PDT, como o fez, militância que trabalhou duro para eleger o governo de um Estado, aí é perder as estribeiras. Rup perde também a razão e a credibilidade.

A militância do PDT não se restringe àqueles que têm cargo no Governo do Amapá. Milhares de políticos de grande e pequeno porte no PDT merecem o respeito de quem sabe o que significa política. São seres humanos que suaram a camisa não por oportunismo, mas por acreditar que o Estado do Amapá precisa de políticas públicas sérias e não de falácias como se viu em governos anteriores. A militância do PDT é constituída por chefes de família, profissionais que passaram longos anos estudando ou que ainda estão nas academias, técnicos federais, pessoas de bem. Militantes que gastaram dinheiro de seu próprio bolso para ajudar seus líderes a promover o real desenvolvimento de que a sociedade amapaense precisa. Mas que hoje ao tentarem ajudar o PDT a governar são criticados por pessoas que por não terem cargo no Governo ou sem idéias para promover o desenvolvimento ficam rosnando pelos cantos.

Rup Silva na tentativa de promover seu irmão Ronaldo acabou destilando sua saliva em cima da militância do PDT. O caminho não é esse.

Se há discordâncias sobre a administração de quem quer que seja, isto não significa que se é contra essa administração. Os técnicos devem estar abertos às discordâncias para repensarem suas ações. E mudá-las se for preciso. A auto-crítica existe para isso. E foi assim que o homem saiu da pré-história.

Não vou admitir que a militância pedetista, da qual faço parte, seja pisoteada no todo ou em parte, por pessoas como Rup Silva. Fazemos parte de um processo democrático. Quem perdeu precisa saber perder para também saber vencer. Acreditamos que a militância de qualquer partido político ou qualquer grupo da sociedade civil organizada merece respeito. Defenderemos a militância de qualquer entidade ou agremiação que pertençamos ou venhamos a pertencer. Não por oportunismo, mas por convicção.

Por outro lado, pessoas como Rup Silva, que só servem para reparar na aresta que está no olho do outro irmão, precisam antes tirar o cisco de seu próprio olho.

Tive que abrir um parêntesis nas minhas atividades diárias, e aí incluem-se também as acadêmicas na ciência do Direito, para repudiar o ato de Rup. Mas tenho pensado em questões macro para esse Estado. Quero contribuir com o desenvolvimento desse Estado e da humanidade.
Que Rup acabe com as picuinhas.

Estamos preocupados com o desmatamento da Amazônia que tem crescido ao longo dos anos. De que forma poderemos contribuir com a preservação do planeta? Como poderemos conter o índice de violência que tem crescido em todo o país? Precisamos implementar idéias através do setor cultural para preservação do meio ambiente. Precisamos ajudar o Amapá, o Brasil e o mundo a acabar com a fome e o analfabetismo.

De que forma poderemos evitar que traficantes usem nossos jovens, que tecem sua própria forca, através das drogas? Como poderemos conter a evasão de divisas que saem do país como obra-prima e depois são vendidas para os brasileiros como produto acabado? A população quer emprego. A população quer se divertir, precisa de arte para viver, quer ter melhor qualidade de vida. Porque, como dizem os Titãs, “ a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.

São de pensamentos como estes, em QUESTÕES MAIORES, de que nós amapaenses estamos nos ocupando. E assim poderemos ajudar o desenvolvimento da região amazônica.
Acreditamos que será contribuindo com as questões da humanidade que marcaremos nossa passagem pelo mundo.

É assim que pensa o militante do PDT.

*José Amoras é jornalista, com formação técnica em São Paulo (SP), e acadêmico de Direito (Centro de Ensino Superior do Amapá ).