Reconhecimento Pago em tempo Hábil


Tem sido comum e de forma muito tardia, homenagens e reconhecimentos transmitidos pela televisão a famílias, através dos filhos ou netos, pelos bons serviços prestados pelos seus entes queridos dentro da sociedade onde viveram e contribuíram fortemente para o seu desenvolvimento. Outras caíram nas valas comuns do esquecimento por seus bons serviços prestados, sejam eles na esfera técnica, política e/ou social.

Percebo que o passivo de reconhecimento destes serviços só tem crescido ao longo dos últimos anos. Pois, pessoas que tanto fizeram pelo nosso Amapá, acabaram indo do jeito que chegaram, na calada do silêncio de seus atos. E se foram, deixando apenas a saudade gostosa dos tempos de convivência nos quais os que tiveram contacto puderam usufruir. Poderíamos aqui citar dentre elas as Irmãs Terezinha Pelegrine, Maria José, Cecília, Aparecida; seus exemplos de voluntariado e o amor pelo povo daqui.

Todas, que começaram com os trabalhos da Casa Da Hospitalidade em Santana, abraçando tantos filhos órfãos do nosso estado, partiram deixando uma lembrança muito forte. Passaríamos aqui muito tempo citando tantos e tantos outros anônimos com passivos a receber, que como elas, já se foram de nossa cidade, até mesmo para o andar de cima junto ao Mestre Maior.

O que fazer para reverter este quadro? Esta foi a grande pergunta a nós mesmos feita há um tempo atrás. Tivemos e temos na Regional da Eletronorte, em Macapá, pessoas que acreditam ser extremamente necessário este reconhecimento. Dar e ser justo a quem merece. Foi quando a própria classe política do município começou fazendo a sua parte, outorgando ao engenheiro Antonio Augusto Bechara Pardauil o mérito de cidadão macapaense pelos seus 17 anos de bons serviços prestados no setor elétrico do Amapá. Dentre muitos outros cargos ocupados como Conselheiro da CEA, entre outros.

O fato é que, quem teve oportunidade de trabalhar com ele, percebeu que a labuta do dia-a-dia é uma benção de Deus e não um fardo a ser carregado. Sua forma arrojada de perseguir novos projetos e metas a serem alcançadas é uma constante. Como nas horas de lazer e da família, faz também em silêncio e com muita prudência, trabalhos voluntários com um único propósito, o de levar a todos a cidadania.

Hoje a Eletronorte, seus colaboradores, prestamos nossa homenagem pessoal a ele e a sua família, na certeza de que seus dividendos de reconhecimento lhe foram ressarcidos na sua integralidade. Estamos todos muito tranqüilos, pois lhe foi concedida de corpo presente no tempo certo na hora exata. E reiteramos dizendo-lhe que investiremos toda nossa energia para que possamos dar continuidade ao seu sonho de iluminar não só o município de Oiapoque como a casinha mais simples e longínqua do grande centro do Estado, trabalho este iniciado pelo Comitê de Responsabilidade Social em sua gestão (03.03).

Como no exército, todo soldado é sempre chamado a uma nova missão. E, como não se pode fugir às regras, segue agora para ser o novo Gerente Regional da Usina Hidroelétrica de Tucuruí. Mais um amapaense, depois do Dr. Lourival Freitas, a ocupar um local de destaque no cenário brasileiro do setor elétrico. Isto é apenas um “até breve”, quando trará para nós o linhão de 230 kv vindo de Tucuruí para o Amapá. Aí estaremos fazendo parte em definitivo do anel de interligação por todo o país.

Engenheiro Pardal, voe. O limite só o mestre tempo dirá. Jamais a tristeza nos abaterá por teres ido, por que nossa alegria sempre será muito maior pelos belos serviços prestados não só a Eletronorte Amapá, mas a toda sociedade amapaense.
Muito Obrigado e um Feliz Natal.


Macapá, 12 de dezembro de 2003
Adonis Augusto Marques, um amapaense