Hoje é dia de falar de amor

 

Hoje não falarei de ciência, de política ou de comunicação. Não vou tentar entender porque as coisas são como são ou como funcionam.

Hoje falarei de amor, e de você, que está longe, mas também está aqui, dentro de mim.

Adous Huxley dizia que amor não é o mesmo que paixão. A paixão tem como objeto um ser ideal, uma imagem. Daí as decepções quando termina a paixão: descobre-se a pessoa como ela realmente é. Já amar, amamos a pessoa em si, com seus vícios, defeitos... e principalmente sua beleza. Quando amamos, aprendemos a encontrar beleza até mesmo naquilo que outros chamariam de defeito.

Mas quero falar de amor verdadeiro, pois o amor tem sido usado como desculpa para crimes, egoísmo e guerra. Todos os grandes maníacos, de Hitler a Stalin, diziam estar sendo guiados pelo amor, seja a um povo, a uma ideologia ou uma causa.

Falando de amor, nos lembramos que há muitas formas de amar. Amor de amigo, amor de pai, amor de esposo, amor de amante.

Hoje falarei de amor, embora possa parecer piegas. Amar dizia o poeta, é ridículo. Mas é também bonito. É acariciar o teu lado da cama e perceber o vácuo que você deixa. É sentir que ao seu lado fico mais tranqüilo para me dedicar aos meus outros amores, às minhas outras paixões.

Hoje falarei de amor, pois assim me lembro de você, que sempre me compreendeu, que sempre esteve ao meu lado, que me deu mais duas pessoas para amar.

Hoje falarei algo que nem sempre digo, mas você sente, pois o amor não precisa de palavras. O amor só precisa do amante. E do amado.

Para Beth