IMPRESSÕES
RupSilva

EM DEFESA DE ELCY

Essa turma movida a ódio e ignorância, pensa que pode tudo com a sua truculência verbal e inteligência de primata. Já se fala por aí - de forma irresponsável, diga-se de passagem - na troca do nome da biblioteca pública do Estado que hoje leva, com inteira justiça, o nome de ELCY LACERDA, uma homenagem bem prestada pelo governo anterior. Essa turma representa um retrocesso, vive de caçar “bruxas” e imagina que se pode construir a história de um povo semeando a vindita e negando seus valores. Fonte do Palácio do Setentrião nega a medida. Ainda bem. ELCY LACERDA, para o conhecimento dos tratores e moto-serras de plantão, foi uma macapaense e intelectual de respeito e deu enorme contribuição a educação do Estado, ao contrário dessa turma que quer derruba-la. Contribuição infinitamente maior que a maioria das pessoas agraciadas recentemente com o titulo de Amapaense, segundo o critério da AL.


O ÚLTIMO VÔO DE PAPALEO

A alegoria é válida a considerar que o Senador João Bosco Papaleo Paes já foi tucano quando eleito Prefeito de Macapá. Oriundi que é do inexpressivo Prona que o projetou no cenário político do Estado, naquela célebre eleição que conduziu Aníbal Barcelos ao primeiro governo eleito do Amapá. De lá pra cá o senador teve mais duas filiações. Uma no PDT, onde foi vice de Waldez Góes na reeleição de Capiberibe, e candidato a PMM quando perdeu pro ex- João 40. Em 2002 migrou uma vez mais para o PTB onde pretendia sair candidato ao Governo do Estado fechando uma ampla coligação. Não deu. Convencido do favoritismo e da eminente vitória de Waldez candidatou-se ao Senado Federal para onde foi como o mais votado.

O pouso de Papaleo no PMDB, ainda que tardio, já era esperado. E demorou mesmo. Amigo de Sarney, adotado por ele, membro graduado de sua troupe, o senador deve assumir, ao que tudo indica, o comando da agremiação no Estado, queiram ou não os Borges que ainda o têm sob o seu controle, enfraquecidos politicamente com a derrota de Gilvan. O que não sabemos é se esta transição vai ser pacífica ou não, e se Sarney - na sua inarredável condição de estadista, vai conduzi-la. De novo e estranho mesmo só suas declarações que o colocam na oposição ao governo Lula. Conflita com a do “chefe”, aliado de palanque do petista e do próprio partido, o PMDB, que acaba de aderir a base governista em Brasília.

O PTB ESTRIBUCHA

É claro que o PTB não gostou nadinha da saída do Senador. Isto conta muito não só a nível local mas principalmente no nacional. Enfraquece o cacife do partido aliado de Lula na esfera central e o poder de barganha por verbas federais. Como ocorre nesses momentos o lobo da fábula das uvas se manifestou. E sua principais lideranças, leia-se Eduardo Seabra, deputado, e Pedro Braga, porta-voz político da agremiação, que minimizaram em público e soltaram os cachorros no privado. A relação, a bem da verdade, do senador com o partido não era boa. Azedou muito depois da vitória de Waldez. Papaleo, no seu estilo, tratou especificamente do seu rebanho junto ao governo, alojou-o em cargos importantes e largou as reivindicações do partido. Isso deixou Seabra e seus aliados tiririca. E depois, segundo se fala, o pretexto que a sua candidatura a PMM - outra novidade, estaria ameaçada, foi duramente negada. Por sua posição e status, seria o candidato natural e incontestável do PTB. O embate, portanto, era previsível há algum tempo. Faltava o motivo.

 

E AGORA JOÃO ?

É evidente que o prefeito João Henrique se meteu numa enrascada. A demora de definir o seu destino político demonstra claramente que o mesmo tem dificuldade em encontrar um porto seguro pra ancorar a sua nau. Como disse, mesmo com um canudo de prefeito. Esta questão de espaço político no Amapá é séria. Os que tem o seu garantido não abrem mão pra ninguém, a não ser na hora de cavar o poço. Todo mundo sabe que não se faz vestibular, concurso ou se exige titulo de nada pra essas coisas, qualquer um pode ser. E rende influência e emprego público. No PT a fila de candidatos ao seu posto nas próximas eleições, com o apoio do governo federal gozando de enorme conceito popular, não pára de crescer. Além dos cativos Gilson Rocha, Dalva Figueiredo e Helio Esteves, tem o deputado Randolfe , forte, muito forte. No PDT ,PFL, PMDB nem pensar. Restou muito pouco.

Fala-se em sentar praça no pequeno PV por inspiração do ex-Deputado Milhomem, o novo guru de João Henrique. Neste caso seria necessário e fundamental a ida em bloco dos dissidentes do PSB que recentemente deixaram o partido. Notadamente aqueles que detém mandato popular como é o caso dos deputados Jorge Souza e Mandi, como de lideranças consideradas fortes de ex-parlamentares como Eury Farias e Caetano Thomaz, que somada a do deputado Zezé, em tese, constituiriam uma base razoável para que o Prefeito alimente alguma esperança na sua reeleição.

Leury Farias continua filiado no PSB, ao que se sabe. Isto se deve a implicações regimentais da Câmara dos Vereadores com perda de vantagens na mudança partidária. Sabemos todos que político é tudo, menos doido, quando se trata de questões dessa natureza. Qualquer que seja o destino que venham a tomar, é correto afirmar que João Henrique deverá estar enfraquecido politicamente na sua reeleição. As grandes forças políticas vão ter candidatos próprios e sem apoio e estrutura forte é quase impossível ganhar.

 

PERGUNTAR NÃO OFENDE

É verdade que aquele rapaz, o NADSON, do célebre episódio Pery Arquelau/Luis Banha ocupa uma assessoria na Secretaria de Comunicação?