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Uma pesquisa recente revelou o que o poder faz com a personalidade das pessoas. E concluiu que não altera, só revela.

11-03-10
De Antenor Ferrari a Adauto Bittencourt
O sonho acalentado pela mídia que o Governo do Estado sustenta criminosamente com dinheiro público, é apagar do mapa qualquer vestígio do ex-governador João Capiberibe, que apesar de ter declarado diversas vezes não pretender voltar a disputar o governo, continua sendo o fantasma que habita os pesadelos da corrupção. E então ocorre um fato interessante. Apesar da falta de credibilidade, da baixa circulação ou audiência em alguns casos, e até de boas audiências, formadas por um público mais crítico, que ouve para avaliar o tamanho da baboseira, algumas dessas figuras censuram, ou pelo menos tentam censurar qualquer citação do nome do ex-governador, com o objetivo claro de fazer esquecer. Mas aí eles próprios oferecem enormes quantidades de munição, capazes de abastecer o arsenal de João Capiberibe, como agora vem acontecendo. E aí fica impossível não estabelecer comparações.
No meio do ano de 1995, uma sexta-feira, o programa Espaço Livre, apresentado pela Radio Difusora de Macapá, emissora oficial do Governo do Estado levou ao ar, pouco depois da 14 horas, uma denúncia de superfaturamento em compras feitas pela Secretaria de Saúde, então nas mãos do gaúcho Antenor Ferrari, que Capiberibe havia trazido do Rio Grande do Sul. A informação havia sido prestada pouco antes para um dos apresentadores, e estava dentro do prazo de validade um acordo estabelecido entre o governador Capiberibe e o criador do programa: não haveria censura. E sendo assim a notícia foi para o ar. O governador ouviu, mandou chamar os envolvidos e de terminou uma investigação. Tudo isso na sexta-feira. Na semana seguinte os procedimentos tiveram andamento, e pouco mais tarde Antenor Ferrari foi exonerado. Uma parte do entorno do poder fez biquinho, roeu as cuecas, ou as calcinhas, mas ninguém teve coragem de ir contestar o que o programa Espaço Livre tinha feito. O processo seguiu seu curso e alguns anos depois a Justiça condenou Ferrari, avaliando em R$ 68 mil (sessenta e oito mil reais), o valor total do prejuízo que ele teria causado. Essa a primeira etapa.
Na segunda etapa, bem mais depois, o governador Waldez Góes, uma das lideranças mais expressivas da oposição à corrupção no Estado assumiu o governo. E a massa do bolo desandou. Waldez mostrou o lado de sua personalidade escondida antes da chegada ao poder. Começou com escândalos, seguiu com escândalos e está encerrando com eles. Poucas vezes se viu tanta degradação do poder púbico no Amapá como está se vendo agora. O governo Waldez teve pelo menos cinco secretários de estado envolvidos em corrupção, alguns deles presos e indiciados. Aqui praticamente se deu de presente para um empresário, uma estrada de ferro inteira. Só de uma vez a PF apontou desvios de R$ 40 milhões, de recursos que deveriam servir para comprar remédios destinados aos mais pobres. No mais recente, o Ministério Público do Estado conclui nove a dez meses de investigações indicando a possibilidade do desvio de R$ 200 milhões, surrupia dos contratos de segurança celebrados entre empresas locais e o governo, via Secretaria de Educação, apontando o secretário Adauto Bittencourt como chefe da quadrilha, e não acontece nada. Ah, porque o acusado é o tesoureiro das campanhas do governador? Não há como deixar de fazer as comparações.
É muito provável que isso tudo acabe em nada. Waldez sai para a eleição, se elege - porque as maneiras de ganhar eleições neste país são vastíssimas, principalmente para quem tem dinheiro - e vai se abrigar sob o manto da impunidade, sujo de lama, de um senador da República. Mas as sementes plantadas vão render árvores frondosas e frutos suculentos. Mais adiante, quem sabe quando, mas vão.
O telefonema que não dei
Hoje pela manhã estive prestes a ligar para uma pessoa que prezo e respeito, para dizer que ninguém consegue transformar uma jornalista de caráter em marionete, ou num desses papagaios de feira, que repetem todos os palavrões que seu dono manda falar. E muito menos transformar o que fazem, em palcos de bonecos manipulados por cordéis, nem pagando, porque caráter não se põe à venda. Iria sugerir que, nesses casos, o melhor a fazer é cria r uma relação de respeito entre as duas partes, ou não estabelecer relação alguma. Viver no meio de chiliques e maus humores, não é bom para ninguém.
Acabei não telefonando porque ninguém me pediu para fazer isso. O desejo de fazer surgiu de minhas próprias observações. Não telefonei, mas decidi escrever. Aqui não cito nomes, portanto não preciso de autorizações. E tenho certeza de que vai fazer bem. E evitar equívocos.
Ainda sobre o texto do Ruy
Corrêa, saudações:
Bingo! Tive a mesma impressão sobre o artigo do Dep. Smith. Excelente. Tanto que publiquei meu comentário no blog da Luciana. Quando vi a publicação do artigo em seu site e seu comentário, não tive dúvida de que comungamos da mesma ótica. Como o seu site não tem a "janela para comentários", achei por bem enviar por e-mail minha opinião. Pediria que publicasse logo abaixo do seu comentário. Afinal, Smith merece aplausos, e seu artigo deve ser publicado amplamente. Concordo que esta geração de estudantes mereça também, entre outras informações, lição de cidadania. O Dep. Smith não nega fogo. E como bom botafoguense que é, fez um gol de placa... Abraço.
Ademir Pedrosa
De prosa, de rima.
O comentário:
Brilhante o seu artigo, Deputado Smith. Você (permita-me tratá-lo assim, Vossa Excelência?) trouxe à baila a análise concernente da discrepância abissal entre as administrações governamentais ao longo do período em que vivenciamos a cronologia política deste Estado. O Governo Capiberibe foi um divisor de águas. Um hiato estabelecido por um programa auspicioso de governo, que almejava (e obstina!) avançar com o crescimento de maneira responsável – o que sabiamente propunha o PDSA. O curioso, é que o mundo todo, hoje, inclina-se a um modelo de governo em que a administração Capiberibe foi precursora. A pedra fundamental foi assentada, agora resta ocupar a nave – capitaneada por um visionário – que nos leve de volta ao futuro, de onde – aliás – nunca deveríamos ter saído.
Senado decide não demitir Agaciel
Da Folha de São Paulo
Ex-diretor-geral do Senado, pivô do caso dos atos secretos, recebe suspensão de 90 dias, a segunda punição mais grave.
Decisão de apenas suspender Agaciel foi tomada por Heráclito Fortes (DEM-PI) com base em parecer da Advocacia-Geral do Senado.
O Senado salvou o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia da demissão. Acusado de ser mentor do escândalo dos atos secretos, ele será suspenso por 90 dias -a segunda punição mais grave prevista em lei. Após este período, ele voltará a receber salário normalmente.
A decisão foi tomada ontem pelo primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), e não precisará ser submetida ao presidente José Sarney (PMDB-AP) já que não houve demissão.
No ano passado, uma comissão de sindicância da Casa encontrou 663 atos não publicados que tratavam de criação de cargos, contratação e exoneração de parentes de senadores, entre outros.
Heráclito se baseou em um parecer assinado por dez advogados da Advocacia-Geral do Senado. O primeiro-secretário preferiu não acatar a recomendação pela demissão feita por 2 dos 3 integrantes da comissão.
Após investigar o caso por seis meses, os servidores Paulo Henrique Soares e Gustavo Ponce concluíram que Agaciel cometeu o crime de improbidade administrativa. Terceira integrante da comissão, Helena Guimarães divergiu dos colegas e apresentou voto em separado.
Comentário
Agaciel seria demitido por um Senado com moral, mas se o Senado tivesse moral, as coisas que o ex-diretor fez não teriam acontecido.
A situação dos professores
É criminosa. O Estado precisa do trabalho deles para aliviar o caos em que se encontra a educação estadual, e os professores, simplesmente, precisam dos empregos. Mas quando as coisas são feitas para não dar certo, não dão. E o processo de contratação foi feito assim.
O Ministério Púbico descobriu quarenta irregularidades. Tem para todo gosto, o que, aliás, é marca registrada do governo do PDT. E agora? Muitos professores já estão nas salas de aulas, fizeram despesas e podem perder todo isso. E os alunos vão continuar esperando. Até quando?
PF decide indiciar Fernando Sarney
Filho do presidente do Senado, empresário é acusado de evasão de divisas
De Jailton de Carvalho:
A Polícia Federal decidiu intimar para depor e depois indiciar o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por evasão de divisas.
Em um dos cinco inquéritos da Operação Boi Barrica, ou Faktor, o empresário é acusado de enviar US$ 1 milhão para uma empresa na China em 2008 sem declarar a remessa à Receita Federal.
Aposentados querem encontro com o prefeito
A diretoria da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Amapá (AAPEA) articula-se para buscar uma audiência com o prefeito de Macapá, Roberto Góes. A finalidade é tratar sobre as obras de reforma e ampliação da sede da entidade, já que a emenda parlamentar apresentada e aprovada na Câmara Federal, de autoria do deputado Jurandil Juarez, deve entrar nos cofres da PMM no dia 5 de abril. Como a AAPEA não conseguiu em tempo hábil aprovar seu registro como OSCIP, o recurso virá via Prefeitura de Macapá e já está alocado via Calha Norte.
A Escola Alexandre Vaz Tavares
Dois alunos, entre 15 e 16 anos, passaram por momentos de terror na mão de 02 assaltantes, por volta das 21h, de ontem, terça feira, em frente à Escola Alexandre Vaz Tavares, no bairro do Trem.
Segundo as vítimas e colegas que estavam no local, dois homens armados com revólveres, chegaram de moto e se aproximaram de um grupo de alunos, liberados mais cedo das aulas e aguardavam por transporte de seus pais, em seguida anunciaram o assalto. Os bandidos levaram celulares, relógios e objetos pessoais. Em seguida fugiram pela Avenida Feliciano Coelho, passando em frente a 6ª. DP, que fica há pouco mais de 200 metros da Escola.
Desde o inicio do ano letivo, várias escolas da rede estadual e municipal, que funcionam à noite, estão sendo alvo de reclamações, por transferirem alunos com idade entre 15 e até 13 anos, do turno diurno (manhã, tarde e noite) para o turno noturno, sem qualquer autorização de seus responsáveis.
A instituição vem acumulando nos últimos dois anos, exemplos negativos em seu curriculum de “escola séria”. Primeiro, a tradicional marcha alexandrina, ano passado, ao seu término, transformou-se em um verdadeiro quebra - quebra, devido ao encontro de grupos rivais, alunos da própria escola e também como conseqüência do consumo exagerado de bebidas alcoólicas, durante o trajeto, inclusive por menores de idade.
No mesmo ano, por várias vezes, a Policia Militar teve que ser chamada, para dar fim às brigas que eram constantes no pátio da escola, mais precisamente no hall de entrada.
Ainda no ano passado, um professor passou vários dias acorrentado nas grades da escola, em protesto contra a falta de liberdade para utilizar uma metodologia de ensino mais prática em suas aulas.
No caso dos menores que foram transferidos do turno da manhã ou tarde para o turno da noite, devido neste mês, o diretor da escola, ter se ausentado por motivos de problemas familiares, na Instituição, ninguém está autorizado a tomar qualquer decisão, seja administrativa, financeira e/ou para qualquer outro fim.
Segundo funcionários da secretaria da Escola, o diretor só retorna as suas atividades no mês de abril. Enquanto isso, a Instituição que já foi motivo de orgulho para a educação no Amapá, fica à deriva, sem qualquer direcionamento. (Clay Sam)
NOTINHAS
Ouvi de um promotor: “é fundamental a posição da OAB, expressa da pelo seu presidente Ulisses Trasel, para o sucesso desse esforço na busca da moralização”. Um medicamento muito usado por doentes renais crônicos, Diovan, custa R$ 90 uma caixa com 28 comprimidos, e não tem na farmácia do Estado. E aí, quem não tem dinheiro para comprar faz o que? O médico Ubiratan Picanço e Silva, que também é o articulista RupSilva, colaborador deste site vai na segunda para Porto Alegre fazer exames e tratamento. Bira é não só competente, como necessário. A manifestação “Fora Adauto”, de quarta-feira não tinha mil e quinhentas pessoas, nem com a maior boa vontade do mundo. Mas as trezentas e poucas que participaram, eram muito mais que aqueles quinze gatos pingados que fizeram “protesto” pelo orçamento, na frente da Assembléia. Dona Renilda mora na passarela Benedita Lino do Carmo, bairro do Congós. O telefone de contato é 9126 0601. É uma senhora que sofre de câncer, e vem sendo alvo de uma campanha de ajuda feita pelo Twitter. Faça alguma coisa, se puder.

Contribuições para este site:
Banco do Brasil -Macapá / Conta: 68.112-1 / Agência 0261-5
O Correio

Está nas ruas o Correio Santanense, abrindo o leque de opções para o leitor, com a proposta de se tornar mais um, entre os poucos que oferecem noticias de qualidade, e não escondem informações. Que seja bem vindo.
Chegando longe

Chico Terra, fotógrafo e editor so site www.amapabusca. com.br criou uma rádio na web para tocar música feita na Amazônia. A Amazônia Brasil Rádio Web é mais um instrumento de divulgação da cultura regional e de contribuição para a preservação da Amazônia. Nossas canções levam mensagens que econam nos corações do mundo inteiro. É só clicar.
Pés diabéticos

Preocupado com o crescimento dos casos de pés diabéticos no Amapá, o cirurgião vascular Mário Nazareno elaborou um projeto para promover atenção básica aos diabéticos. Com equipes em todo o estado, realizando visitas de casa em casa, seria possível evitar o grande número de amputações resultantes do agravamento no quadro da doença.
Um nome de mulher

A diretora geral do Super Fácil, Luzia Grunho, defendeu uma candidatura feminina para o governo do estado, pelo PDT, no programa Café com Notícia. Lançou Marília Góes, Anésia Nunes, Vitória Chagas e seu próprio nome como possibilidades. Sobre a saída de Waldez Góes em abril, ela afirma que ainda é uma incógnita até para os mais próximos. "A agenda do governador está feita até dezembro", garante Luzia.
 


 

 
 
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