Bailique:
A penúltima curva antes do mar

Texto: Antonio Corrêa Neto
Fotos : Prodap

Como todos, os rios da Amazônia são os caminhos da vida. O Amazonas é o maior deles. Por onde foi passando ao longo dos tempos, plantou sementes que produziram civilizações, desenhou com os detalhes do artista iluminado os lugares que visitou antes de chegar ao mar.

Bailique é logo ali. Depois do grande estirão, duas ou três curvas para a direita ou para a esquerda, uma pororoca e pronto, pertinho do mar, está lá.

O grande rio foi dividindo as terras, abrindo igarapés, formando as ilhas, que hoje constituem o arquipélago, onde gente, os animais, o ar e a luz cantam hinos à natureza, a sábia màe de todos os encantos.

Lá os homens seguem a vida que corre serena, natural como o curso de água que "sabe" ter um dia que chegar ao mar. E como eles conhecem bem a natureza, a respeitam e são respeitados por ela. A grande mãe fornece tudo o que o homem precisa, e ele extrai dela o necessário sem destruir. Aí se estabelece um tipo de cumplicidade que o mundo está precisando aprender.

Arquipélago do Bailique, delta do rio Amazonas, ponto de passagem da estrada de luz em que o rio se transforma, sob o sol ou a lua.
Ninguém é mais feliz do que os seres que vivem neste lugar.

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