PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL PARA DEFICIENTES RENDE "PRÊMIO RAINHA SOFIA" PARA AS OBRAS SOCIAIS IRMÃ DULCE

O Programa 'Informática na Educação Especial" do Centro de Reabilitação e Prevenção de Deficiências das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) conquista um dos mais prestigiados prêmios mundiais: o Rainha Sofia de Reabilitação e Integração 2007, concedido pelo Conselho do Real Patronato sobre Decifiência do Ministério do Trabalho e assuntos Sociais da Espanha. O valor do prêmio é de €50.000 - cinqüenta mil euros - e deverá ser entregue entre os meses de março e maio deste ano.

O Real Patronato, que tem como presidente de honra a Rainha Sofia, criou o prêmio há dez anos, visando estimular e promover a prevenção de deficiências, a reabilitação e inserção social de pessoas portadoras de deficiências e facilitar o intercâmbio e colaboração entre instituições que realizam trabalhos similares em todo o mundo.
"Muito mais do que o valor monetário do prêmio nos enche de orgulho o fato de termos reconhecido nosso perseverante trabalho com jovens portadores de deficiências graves para que possam ter uma vida mais digna através da inclusão digital", festeja Maria Rita Pontes, diretora das Obras Sociais Irmã Dulce. Criado há dez anos, o Programa da OSID tem como objetivo abrir as portas do mundo on line para crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais, viabilizando seu aprendizado e o desenvolvimento psicomotor. Atualmente, 150 jovens participam regularmente do programa. São portadores de deficiência sensorial e mental que dedicam várias horas por semana do seu tempo ao desenvolvimento de uma nova forma de relação com o mundo.
"Os resultados têm sido motivadores"ressalta Maria Rita. " Imagine um adolescente com paralisia cerebral, que depois de anos à margem da sociedade aprendeu a ler e escrever a partir do trabalho realizado no laboratório do Infoesp. É gratificante", completa.

O Infoesp usa recursos de um ambiente computacional e telemático e impressionou os especialistas espanhóis que avaliaram programas semelhantes adotados em dezenas de países. " O programa demonstra, na prática, que é possível desenvolver o potencial cognitivo de alunos especiais, tornando-os mais autônomos na solução dos próprios problemas. A indução do raciocínio lógico-dedutivo tem os jovens alunos a interagir melhor com as pessoas e o ambiente, e, em muitos casos, a se inserir no mercado, realizando trabalhos efetivos específicos. Alguns prestam pequenos serviços de informática para a instituição e outros são responsáveis pela edição de um jornal on line no próprio laboratório" explica Maria Rita Pontes.

O Infoesp é equipado para proporcionar aos alunos amplas possibilidades de conexão e estímulo à criatividade. São utilizados computadores, web cam, impressoras, scanner, máquina fotográfica digital e vários programas. Para alunos com comprometimento motor mais acentuado são usadas órteses e softwares especiais de acessibilidade, adaptações que facilitam ou mesmo garantem o trabalho no computador, como máscara de teclado, estabilizador de punho, abdutor de polegar e simuladores de teclado e mouse.