EXERCICIO FÍSICO: UMA ARMA CONTRA O COLESTEROL RUIM

Autores: Arli Gomes Pereira Barbosa[1]
Patrícia dos Santos Dias1
Marcelo Cley de Lima Furtado [2]
Michele Ferreira Guimarães

Pesquisas no Brasil demonstram que as alterações do colesterol na população estão relacionadas com o sedentarismo, o que vem contribuindo para o aumento de doenças cardiovasculares principalmente as dislipidemias.

O colesterol é um tipo de substância gordurosa que provém de duas fontes: do seu organismo e dos alimentos que você ingere. Seu corpo precisa dele para funcionar adequadamente.

As duas formas de colesterol são: O HDL-C conhecido como colesterol bom, pois tem a função de conduzir o excesso de gordura para fora das artérias enquanto que o LDL-C, chamado colesterol ruim, promove o transporte e deposito de gordura nas paredes das artérias, dando início e acelerando a aterosclerose, que impede o fluxo sangüíneo principalmente no nível do coração, podendo levar ao infarte.

As dislipidemias são alterações metabólicas lipídicas decorrentes de distúrbios em qualquer fase do metabolismo lipídico, que ocasionem mudanças como diminuição do HDL e o aumento do LDL.

A inatividade física é um fator de risco, contribuindo para as doenças do coração que poderiam estar sendo prevenidas com a adoção de atividade física regular, melhorando a saúde mental e o desempenho muscular.

O tratamento da dislipidemia baseia-se em mudanças individualizadas no estilo de vida, que compreendem hábitos alimentares saudáveis, busca e manutenção do peso ideal, exercício físico aeróbico regular, combate ao tabagismo e promoção do equilíbrio emocional. Esses fatores reforçam a aplicação de um programa de exercício físico denominado condicionamento cardiovascular.

O condicionamento físico é a capacidade de realização de uma atividade física de nível moderado a intenso sem gerar cansaço excessivo e manter essa habilidade no decorrer da vida na forma de prevenção e reabilitação das doenças cardiovasculares.

O treinamento de 3 dias por semana é o ideal para melhorar o funcionamento do coração. Sendo que um treinamento abaixo de 2 dias é insuficiente para que ocorram alterações benéficas e também se observa que com a freqüência de exercícios por 5 ou mais dias durante a semana aumenta o risco de lesões.

A duração do exercício deve ser no mínimo de 20 a 30 minutos para que ocorra a queima d gorduras, mantendo um esforço que não gere cansaço excessivo. É necessário que haja o alongamento da musculatura a ser exercitada com o acompanhamento de um profissional capacitado de forma a realizar o constante monitoramento, principalmente da pressão arterial e freqüência cardíaca.

A longo prazo o exercício reduz as concentrações do colesterol ruim e aumenta o bom colesterol, o que reforça a importância de um exercício contínuo e regular.

Quanto mais ativo o individuo torna-se, maiores serão os ganhos em termo de saúde, experimentando também os benéficos em termo de aptidão física.

[1] Discente do Curso de Bacharel em Fisioterapia da Faculdade SEAMA, Macapá - Ap.

[2] Professor Especialista em Fisioterapia Desportiva e Cardiovascular, docente do curso de Bacharel da Faculdade SEAMA, Macapá - Ap.