"O GOVERNO IRÁ CORTAR ONDE ENCONTRAR MENOR RESISTÊNCIA".

Lula, a conta da CPMF não é dos servidores, cobre dos patrões!

Os patrões fizeram seu carnaval com a extinção da CPMF e mandaram a conta para o "governo de coalizão". O governo, para saldar a fatura, ameaça cortar na veia dos serviços públicos.

Esse enredo é conhecido, seu refrão é o desmonte, privatização e terceirização. O ressurgimento da febre amarela está aí para mostrar onde isso leva. Essa endemia havia sido erradicada, em sua forma urbana, desde 1942 e, como a dengue, eclodiu novamente em virtude do desmonte dos serviços públicos de saúde e saneamento.

Mas como nem tudo foi destruído, o Estado organizou uma campanha de vacinação, utilizando a vacina que é fabricada por uma instituição pública. Quem pode esquecer que esses são serviços públicos - e assim devem continuar - e que para que eles existam são necessários servidores públicos cujos salários precisam ser reajustados? É assim em todas as demais áreas das quais depende a população trabalhadora.

Se a extinção da CPMF gerou uma conta, ela tem que ser paga pelos patrões, pelos banqueiros e não jogada nas costas dos servidores.

Veja no box, dados sobre a queda de investimentos nos salários e em investimentos nos serviços públicos em comparação ao aumento dos juros e encargos, para aumento do superávit primário, engorda dos banqueiros e pagamento de dívida pública.

Vamos repetir para não esquecerem
Nunca é demais lembrar que, no dia seguinte à votação da CPMF, o próprio Presidente da República defendeu a contratação de mais servidores e ainda declarou: "É preciso acabar com essa mania de que os funcionários públicos federais ganham bem. Na verdade, quase todos ganham mal".

O que teria mudado entre 14.12.07 e 2.1.08, quando o governo informou que poderia haver suspensão ou atraso na implantação dos acordos assinados e que outras negociações seriam suspensas?

Para impedir que isso ocorra nas novas reuniões já marcadas pelo governo para janeiro, a hora é de colocar o bloco dos servidores na rua!

Os acordos assinados pelo governo têm que ser cumpridos, as negociações em curso têm que ser concluídas, novas negociações precisam ser iniciadas para que todos tenham recomposição salarial e plano de carreira.

22.01: Grito dos Servidores!
Somos todos servidores. Estamos todos ameaçados. Mais do que nunca é fundamental a unidade de toda a categoria, de todas as entidades.

A mobilização unitária é condição para o governo recuar e deixar de cobrar a conta da CPMF do nosso salário e do serviço público. Todos os servidores, ativos e aposentados, estão convocados para o ato do "Grito dos Servidores", com concentração no Espaço do Servidor (Esplanada dos Ministérios), a partir das14h, no dia 22.01.

Com o Grito dos Servidores vamos mostrar ao governo que ninguém vai aceitar o descumprimento dos acordos e a paralisação das negociações.