CHEGA DE SUBMISSÃO
Ruy Guarany Neves


Em outras épocas, a escolha e nomeação dos ministros de estado e outros cargos importantes da República, obedecia o fator competência e familiarização ao cargo para o qual era nomeado. No caso, o Chefe da Nação , não abria mão das suas prerrogativas para exonerar ou nomear seus auxiliares diretos. Esse procedimento , considerado correto, ocorreu tanto no poder civil, quanto no militar que se instalou no país em 1964. Essa regra, fundamental para o bom funcionamento da máquina pública, se estendia também aos estados e territórios federais, onde a ingerência de políticos, não tinha vez. Isso não impedia que políticos detentores de mandatos viessem a ocupar pastas ministeriais ou outros cargos de relevância, desde que, não fugisse a livre escolha do Presidente da República.

Um fato aconteceu durante o governo do General Humberto de Alencar Castelo Branco. Ao decidir substituir o superintendente da SUDENE, lideranças políticas da ARENA, partido que dava apoio ao governo, foram até ao Palácio do Planalto, com a disposição de fazer com que o presidente recuasse da decisão, sob a justificativa de que a Sudene vinha exercendo um bom trabalho , considerado importante e benéfico ao Nordeste. Castelo Branco disse apenas: “ Os cemitérios estão cheios de insubstituíveis” e a substituição do titular do órgão, foi efetivada.

Hoje vivemos uma fase de instabilidade político-administrativa, em que o presidente da República perdeu o poder de escolha dos seus auxiliares, permitindo que ingerências políticas enfraqueçam a governabilidade, impondo indicações de de nomes para ocuparem cargos importantes, que deveriam ser de estrita competência do chefe da Nação, após comprovada a ilibada conduta da pessoa ou pessoas convidadas, além de competência e conhecimento de causa, para o exercício do cargo.

Ao aceitar a indicação do senador Edson Lobão,PMDB-MA, para ocupar o ministério de Minas e Energia, Lula começa a sofrer retaliações , tanto da parte da imprensa, quanto da oposição ao seu governo. Até porque, quem deverá assumir a cadeira no Senado, é o filho do senador , que, segundo está sendo noticiado, responde processos ,sob a acusação de envolvimento em práticas ilícitas. A situação de Edson Lobão, não é diferente,já que responde processo no STF, sob a acusação de teria se apropriado e devastado uma área de preservação, em Brasília. Diante de todo esse desmantelo , que atenta contra a moralidade pública e envergonha a nação, chega-se a conclusão, de que o presidente Lula aderiu a pilantragem política e está colocando o Brasil à deriva, Segundo disse a jornalista Lucia Hipólito, em momento de Iinvejav lucidez, Edson Lobão, só sabe apagar a acender a luz e nada mais .;

Tratando-se de indicação, cujo mentor principal é o senador José Sarney,PMDB-ap, eis a grande oportunidade para que os nossos políticos possam repensar suas posições, com a firme convicção, de que, possuímos valores dotados de probidade, competência e ilibada conduta, aptos à exercerem altos cargos na República..Não podemos aceitar, que um político como o senador José Sarney, continue batendo no peito e dizendo que ama o Amapá e o povo amapaense, venha se utilizar do poder que exerce sobre um presidente fraco, para impor a indicação de um ministro natural do Maranhão, ignorando os valores que possuímos e com certeza, dotados de ilibada conduta e comprovada competência. Mas, o pior está para acontecer nessa bandalheira, já que segundo noticiou a rádio Globo, quem vai indicar o presidente da Eletronorte, é deputado Jader Barbalho-PMDB-PA, o mesmo que em épocas não muito distantes, foi preso e algemado pela Polícia Federal, como envolvido em roubalheira na SUDAM e BANPARÁ.

=E o momento de reagir, em defesa da nossa independência política total.. Só assim, Amapá deixará de ser considerado como “ultima fronteira ou estado periférico”.