"O projeto ferro da MMX foi especulação financeira" disse o deputado Camilo Capiberibe.

A venda da MMX pelo empresário Eike Batista provocou duras críticas por parte do parlamentar Camilo Capiberibe (PSB) na manhã desta segunda-feira, 11, no plenário da Assembléia Legislativa. A Newco, uma das duas empresas que surgiram após a reestruturação da MMX, foi vendida por US$ 5,5 bilhões para a segunda maior mineradora do mundo, a sul-africana Anglo American. O socialista Camilo Capiberibe, durante discussão de requerimento de autoria do deputado Eider Pena homenageando o Sr. Ralph Medellín, disse ver a transação com a poderosa Anglo American como uma grande ação especulativa.
"O senhor Eike Batista foi até o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES - emprestar dinheiro afirmando que geraria emprego e renda em nosso estado ele abriu a sociedade na bolsa de valores e sem colocar um centavo seu no negócio, e prometendo empregos e desenvolvimento para o estado do Amapá, vendeu a MMX para a Anglo de uma hora para a outra como se fosse um chiclete" disse indignado o deputado do PSB.

Capiberibe criticou também o governador Waldez Góes (PDT), pois ele "foi o grande fiador da implantação da MMX no Amapá", e que além de grande incentivador, colaborou para que o empresário fizesse "o povo amapaense ficar com cara de palhaço". Camilo Capiberibe afirmou ainda que o governador Waldez " foi o maior incentivador do projeto, e que somente ficou sabendo da venda da MMX quando o martelo já tinha sido batido. O governador atropelou todos os procedimentos jurídico-legais que poderiam salvaguardar os interesses econômicos, sociais e ambientais do estado para ver a MMX instalada 'na marra' ". O deputado finalizou afirmando que os debates sobre o processo de instalação da empresa em terras amapaenses, principalmente aqueles que envolveram questões ambientais que foram polêmicos, pois o EIA-RIMA da empresa estaria irregular -, foram concebidos "a toque de caixa pelo governo através da Sema, Secretaria do Meio Ambiente, para garantir que o empresário Eike Baptista se transformasse num dos homens mais ricos do mundo".

Camilo Capiberibe quer saber se Waldez Góes tem "cartão corporativo".

Durante a sessão de segunda-feira da Assembléia Legislativa do Amapá, o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB), recebeu uma ligação telefônica informando que o governador Waldez Góes (PDT) teria um cartão corporativo em seu nome, assim como outras autoridades do governo também disporiam deste instrumento para fazer gastos que não são publicados no site da transparência. A informação partiu de uma fonte segura de dentro do próprio governo do estado.

Para confirmar a denúncia o socialista vai apresentar na manhã desta terça-feira, 12, requerimento direcionado ao governo do estado solicitando informações a respeito da posse ou não do cartão corporativo por parte do governador, assim como o nome das outras possíveis pessoas que detenham cartões desta natureza e dos que os utilizam; e ainda todos os extratos que comprovariam o uso, bem como o valor gasto com cada cartão.

O uso abusivo do cartão corporativo de alguns ministros do governo Lula e até de seus seguranças, causou um verdadeiro alvoroço na sociedade brasileira nas últimas semanas. Por exemplo: o ministro dos esportes Orlando Silva Júnior pagou R$ 8,90 de uma conta em uma Tapiocaria de Brasília com o cartão corporativo. O ministro teve que devolver mais de trinta mil reais utilizados indevidamente. Este uso indiscriminado será investigado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, a já chamada "CPI da Tapioca".

Raul Mareco