Amapá é o último em arrecadação de verbas federais, diz Camilo Capiberibe.

O deputado estadual Camilo Capiberibe, em discussão de moção de aplauso à bancada federal pela realização de sessão solene comemorativa aos 250 anos de Macapá, proposta pelo deputado Dalto Martins, disse considerar o senador do PMDB, Gilvam Borges, incompetente na captação de recursos para o estado do Amapá.

Os dados não mentem. O Amapá é o estado que menos recebeu dinheiro proveniente de recursos de emendas parlamentares, entre os anos de 2003 e 2007: apenas 19,91% de desembolso, enquanto que São Paulo apresentou o melhor índice: 56,87%. O Amapá, portanto, está em último lugar, culpa, segundo o deputado do PSB, da ineficiência do senador Gilvan Borges. O socialista leu uma nota veiculada no jornal macapaense Leia Agora, que circulou nesta terça-feira, 19, e que enfatiza uma deprimente última colocação no ranking dos estados. Abaixo, o texto na íntegra:

Em último lugar - mais uma vez o Amapá é o fona no recebimento dos recursos da União. Na divisão do bolo das emendas coletivas - senadores e deputados -, o Amapá pretendia receber este ano R$ 699 milhões, mas vai se contentar com apenas R$ 119 milhões, enquanto Roraima vai receber R$ 122 milhões. Valeu a força da bancada do Pará, que vai receber mais da metade dos R$ 690 milhões pretendidos.

Camilo Capiberibe sustentou que irá enviar Ofícios a cada um dos parlamentares da Bancada Federal indicando o afastamento de Gilvam Borges da Coordenação. “Como o povo do Amapá pode concordar com um senador (Gilvam Borges) que não consegue trazer recursos para nosso estado?”

O socialista disse ainda que além da falta de compromisso o problema seria de prioridades. “Ele (Gilvam Borges) se preocupa mais com suas empresas de comunicação do que com o povo. Se ele tivesse menos ganância por conseguir rádios sobraria mais tempo para trabalhar ajudando o Amapá”. O deputado do PSB disse que o senador do PMDB “mente” costumeiramente em seus veículos de comunicação quando afirma ter conseguido liberar milhões de reais para o Amapá. “Onde está todo este dinheiro?”, finalizou.


Raul Mareco -