Para buscar corpo, bombeiros pedem 150 litros de combustível


Ivan Marcos Machado


Os familiares do caminhoneiro do Jardim Tarumã, em Jundiaí, Paulo Sérgio Alcântara, 39 anos, encontrado morto na Ilha de Pacas, no Amapá, estão tendo dificuldades para trazer o corpo da vítima de homicídio. Ontem, o irmão do jundiaiense, Fábio, teve de comprar 150 litros de combustível para que os bombeiros de Macapá pudessem ir atrás do corpo para transportá-lo até IML local.

A irmã de Paulo Sérgio, Fabiana, disse que achou ‘um absurdo’ o pedido dos bombeiros, mas a família teve de arcar com os custos, do contrário ninguém iria fazer absolutamente nada.

Ela foi informada que levaria 10 horas a viagem dos bombeiros para o resgate do corpo e o transporte para o IML. Fabiana acredita que apenas amanhã o corpo deverá ser removido para Jundiaí.

Vítima sumiu dia 13

O jundiaiense Paulo Sérgio era autônomo, solteiro e morava no Jardim Tarumã. Ele tinha feito a sua sétima viagem de caminhão para Belém do Pará, tendo transportado mercadorias diversas de uma empresa paulista.

Na madrugada do dia 13, quarta-feira, estava na balsa da “Tânia”, junto com o irmão Fábio e mais 25 pessoas. Foi nesse percurso de Belém do Pará para o Porto de Santana, no Rio Jacaré, que ocorreu o seu desaparecimento.

No domingo, 17, pela manhã, a vítima foi achada amarrada e amordaçada na praia da Ilha das Pacas. O caminhão com as mercadorias não foi levado pelos atacantes.

A partir da notícia do desaparecimento, com queixa na Polícia feita pelo irmão Fábio, policiais da Capitania dos Portos passaram a investigar o caso.

O empurrador da balsa, Edmilson Lobato, não tinha a relação dos passageiros, para que investigadores fossem atrás de suspeitos, informou o ‘Diário do Amapá’.

Por causa do desaparecimento, outro irmão de Paulo, Flávio, também saiu de Jundiaí e foi para Amapá, para ajudar nas buscas.

Na casa da família, no Jardim Tarumã, o clima é de dor e revolta por causa dessa situação. “A gente não sai mais do telefone e quando desliga, eu fico do lado, esperando por informações”, comentou Fabiana. Para ela, o que fizeram com Paulo Sérgio foi “muita malvadeza. Eu acho que não queriam roubar; mataram por maldade”.

Procurados para dar a versão sobre o que ocorreu com o caso do jundiaiense, bombeiros de Macapá negaram que pediram o combustível.

De acordo com Fabiana, é verdade que eles pediram apoio - tanto que o seu irmão teve de comprar 150 litros de óleo diesel que serviram para abastecer um caminhão da unidade da cidade.

“É muito constrangimento”, comentou a familiar.

(Jornal de Ituepava - SP - 19.02)


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Surgem interessados em ajudar a trazer corpo de motorista do Amapá


Ivan Marcos Machado


A família do motorista de caminhão Paulo Sérgio Alcântara, de 39 anos, já pode respirar um pouco mais aliviada. Ontem surgiram várias pessoas interessadas em ajudar os parentes a trazerem de Macapá (Amapá), o corpo da vítima de homicídio.

No dia 8 de fevereiro o caminhoneiro saiu do Jardim Tarumã com destino ao Amapá, para entregar produtos de uma empresa de São Paulo., Quando chegou ao destino, dia 14, desapareceu na balsa que levava o caminhão para o Porto de Santana.

No domingo, dia 17, seu corpo foi achado na Ilha de Pacas, amarrado e amordaçado. Paulo Sérgio estava com os documentos e telefone celular, o que não caracteriza latrocínio (matar para roubar).

Familiares foram informados anteontem que para trazer o corpo até Jundiaí teriam de desembolsar a quantia de R$ 22 mil. Agora, um grupo de pessoas que preferem se manter no anonimato começou a ajudar. A previsão é de que o corpo seja trasladado até o final da semana.


(Jornal de Itupeva)