Movimento “Fora Adauto” ganha às ruas de Macapá

Por Eduardo Neves

Cerca de 1500 pessoas saíram às ruas de Macapá, na manhã desta quarta-feira, 10, para apoiar a ação do Ministério Público Estadual e pedir ao governador do Amapá, Waldez Góes (PDT/AP), o afastamento do secretário de educação, Adauto Bitencourt, acusado de chefiar um esquema que possivelmente desviou R$ 200 milhões da Secretaria de Estado da Educação (SEED).

O movimento “Fora Adauto” organizado por mais de 20 entidades, e pelos partidos, PSB, PSC e PSOL, ganhou a adesão das classes de mototaxistas e estudantil, e saiu da frente da SEED até o Palácio do Setentrião. “Não podemos aceitar a falta de merenda nas escolas por conta de corrupção e o governador nada faz”, cobra Rildo Santos, membro do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Raimunda Virgulino.

Com o grito “Adauto, Cadê Você a Federal Quer te Prender”, os estudantes munidos de baldes e vassouras, protestaram contra o secretário Adauto Bitencourt, e "lavaram" a escadaria da secretaria de educação e do palácio do Setentrião. “Queremos limpar a sujeira de corrupção que há na secretaria de educação e no governo Waldez”, protesta a estudante, Eveline Amaral.

A manifestação foi acompanha pelos deputados Camilo Capiberibe (PSB/AP), Moises Souza (PSC/AP) e Rui Smith (PSB/AP), membros da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Amapá. “O governador Waldez, mostra que está sendo conivente em silenciar diante das denúncias de desvios de R$ 200 milhões da secretaria de educação, mesmo sabendo que esse desvio provocou o atraso no calendário letivo e a falta de merenda escolar na rede de ensino”, cobrou o deputado Camilo, em frente ao Palácio do Setentrião.

O deputado Rui Smith (PSB/AP), cobrou uma posição do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap), Aildo Silva. “Na época que surgiu às denúncias, o Aildo, usou o Projeto Pedagógico de Gestão Democrática, para encobrir as denúncias porque é parceiro do secretário Adauto Bitencourt e agora onde o Aildo está?”, indagou Smith.

ABAIXO-ASSINADO - Depois da justiça, em decisão de primeira instância, determinar o afastamento do secretário Adauto Bitencourt, bem como o bloqueio dos bens de todos os envolvidos no esquema de corrupção, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a pedido do governador Waldez, recorreu e conseguiu manter o secretário Adauto no cargo.

Diante dessa manobra política, os estudantes colheram 2500 assinaturas e protocolaram na secretaria do Palácio do Setentrião, pedido ao governador Waldez Góes, que afaste o secretário da pasta imediatamente. “Não são partidos políticos que estão pedindo o afastamento, são estudantes. Agora vamos ver de que lado o governador está”, disse a estudante Aline Cristine, no momento que entregou o abaixo-assinado nas mãos da secretária do governador.



O Movimento “Fora Adauto” deve prosseguir nos próximos dias com várias manifestações pelo Estado.