Janete pede atenção do Estado brasileiro aos conflitos na fronteira amazônica

Brasília, 11/03/2008 - A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), presidenta da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional - CAINDR - alertou, nesta semana, que a situação de conflito internacional na Amazônia pode significar a intenção de intervenção internacional militar na soberania da região. A presidente disse que o Brasil precisa agir com urgência para que os crimes ambientais ou a falta de ação do Poder Público brasileiro não sirvam de pretexto para qualquer ameaça à soberania nacional naquela fronteira.

“O Estado precisa estar presente com políticas públicas essenciais para assistência à população brasileira, com as forças armadas para proteger nosso território e coibir crimes internacionais e com uma política de desenvolvimento sustentável que alavanque a economia da região mantendo a cobertura florestal, diferente do desenvolvimento predatório. As políticas oficiais e emergenciais são insuficientes para alterar o atual quadro”, discursou a socialista.

Nesta quarta-feira, 12, a presidenta da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, reuniu-se com a assessoria parlamentar do Ministério da Defesa e do Exército Brasileiro para acertar detalhes da viagem que parlamentares da CAINDR farão à Amazônia, em abril próximo. O requerimento da missão foi feito pelo deputado Marcelo Serafim (PSB/AM). A viagem permitirá aos parlamentares conhecerem regiões diferentes das suas, onde atua o Exército Brasileiro, e se inteirem das situações de conflitos de guerrilha, tráfico e contrabando na região de fronteira ou da sua inexistência.

Presença -Urgência - A parlamentar amapaense defendeu uma ação organizada conjunta e solidária para dar novos destinos à região amazônica. “Chamo a atenção dos entes políticos, intelectuais, econômicos da região: prefeitos, governadores, vereadores e deputados, superintendentes, dirigentes empresariais, industriais, comerciais e agrícolas, 3º setor, trabalhadores, entidades de classe, diretores de instituições de pesquisa e reitores das universidades, dentre outros. Os financiadores, como o BASA e o Banco do Brasil, precisam mostrar um balanço dos investimentos e os resultados da sua política. Todos os organismos ligados à Amazônia acumularam grande experiência e não podemos descartar nenhum conhecimento”.

Ela considera a construção destas propostas é urgente. “Precisamos propor alternativas que respondam às necessidades econômicas, ao desenvolvimento social e de conservação ambiental da Amazônia e do seu povo, pautados pela sustentabilidade sócio-ambiental. Precisamos dar respostas satisfatórias interna e externamente, com resultados efetivos, concretos e permanentes. E que não deixem dúvida da nossa responsabilidade, competência e soberania para gerir este patrimônio do povo brasileiro”.

Compromisso - “Temos obrigação regimental e compromisso político com a sustentabilidade da Amazônia e a integração efetiva pelo desenvolvimento sustentável. E pretendemos promover esta ação a partir da corresponsabilidade dos entes públicos”.

A socialista comprometeu-se, como presidenta da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, em nome dos outros deputados da Comissão e com a contribuição dos demais parlamentares de articular este debate na sociedade brasileira.

Sizan Luis Esberci