UNIFAP RECEBE ACERVO DO
JORNAL O LIBERAL AMAPÁ

O acervo do jornal O Liberal Amapá foi doado à Universidade Federal do Amapá pelas Organizações Romulo Maiorana (ORM), através do jornalista Rubens Oneti. A solenidade ocorreu na manhã de hoje, sexta-feira, na Biblioteca Central da Universidade. Na mesma ocasião, o reitor Paulo Guerra homenageou o jornal com o Diploma do Mérito Universitário.

O Liberal Amapá circulou cerca de cinco anos, sendo que nos três primeiros anos era um encarte do jornal paraense O Liberal.

Ao fazer a doação da coleção de jornais dos dois últimos anos, Rubens Oneti contou que a idéia surgiu numa conversa que teve com o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Gilberto Ubaiara. Nesta conversa, Oneti e Ubaiara chegaram a conclusão que o local mais adequado para esta coleção seria a Universidade. "Este acervo está na melhor casa que poderia estar", disse.

Ao homenagear o Liberal Amapá com o Diploma do Mérito Universitário, o reitor Paulo Guerra disse que a Universidade estava reconhecendo a contribuição que este jornal sempre deu para o desenvolvimento institucional da Unifap. E ressaltou que a coleção será um grande instrumento de pesquisa e consulta para a comunidade acadêmica e para a sociedade como um todo.

As articulações para que o acervo de O Liberal Amapá fosse
disponibilizado para a Unifap partiu do Sindicato do Jornalistas do Amapá (Sindjor-AP), por entender que a guarda e a preservação do material deveria ficar com uma entidade de reconhecida competência possibilitando o acesso público.

"Mais do que a produção laboral dos jornalistas, as informações contidas em quase 20 mil matérias retratando o cotidiano do Amapá em mais de dois anos, estarão preservadas e poderão ser acessadas por toda a sociedade", diz o presidente do Sindjor, jornalista Gilberto Ubaiara.

Para o presidente da Fundap, Cirilo Simões, este acervo tem inestimável valor para a universidade e por extensão para o Amapá. Rubens Oneti fez tambem a doação de uma coleção de aproximadamente 10 mil fotografias jornalísticas. Esse material será incorporado ao acervo fotográfico da Fundap, que dentro de pouco tempo, segundo Cirilo Simões, estará sendo disponibilizado no site da Fundação (www.fundap.org.br). (Alcinéa Cavalcante)

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.