Mamona será discutida em congresso em João Pessoa


Novidades com a cultura da mamona serão apresentadas em eventos.
Foto: Maíra Milani

Biodiesel, resultados de pesquisa, agricultura familiar são temas importantes do evento, que também abordará outras oleaginosas energéticas

(Brasília, 27 de abril de 2010) A produção e utilização da mamona para biodiesel e para várias outras aplicações serão discutidas no IV Congresso Brasileiro de Mamona, IV CBM, e o I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, I SIOE, de 7 a 10 de junho de 2010, em João Pessoa (PB).

Durante os 4 dias dos eventos estão programados palestras, conferências, mini-cursos e apresentações de trabalhos. O IV CBM e o I SIOE são promovidos pela Embrapa Algodão, Embrapa Agroenergia e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba, com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Petrobrás Biocombustível, do Sebrae, do Banco do Nordeste, da Universidade Estadual da Paraíba e da Sudene.
A pesquisadora da área de Genética e Melhoramento da Embrapa Algodão, Márcia Nóbrega, espera que as palestras e os trabalhos técnicos tragam novidades e resultados de pesquisa sobre novos materiais genéticos com boa adaptação a várias situações climáticas e regimes de chuva e com resistência a doenças.

A Embrapa Algodão vem trabalhando no desenvolvimento de novas cultivares e espera lançar, em um a dois anos, materiais com produtividade cerca de 20% superior às que existem no mercado, para cultivo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A mamona tem área de cultivo no Brasil entre 120 a 150 mil hectares, estando cerca de 80% da produção na Bahia. Entre os principais estados produtores também figuram São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Piauí. Na Bahia, a produtividade é de 600 a 700 kg de bagas por hectare, com teor de óleo de 48%. Melhorando os sistemas de produção, diz Maira Milani, pesquisadora da Embrapa Algodão, pode-se, no mínimo, dobrar essa produtividade. O aumento de produção do óleo de mamona poderá atender ao mercado brasileiro, que importa grande volumes dessa matéria-prima da Índia, para atender a demandas crescentes das indústrias de lubrificantes, nylon, tintas, produtos secativos e ácido ricinoleico, complementa Maira.

O ácido ricinoleico, que é um dos componentes do óleo de mamona responsável pela sua elevada viscosidade, motiva uma discussão importante entre os pesquisadores, pois alguns acham que será economicamente interessante ter óleo de mamona com viscosidade mais baixa para ser usado diretamente na produção de biodiesel. “Há variabilidade genética para isso”, ressalta Márcia Nóbrega. “Em algumas regiões do país, os agricultores dizem que existem plantas que produzem bagas com óleo ‘mais fino’ e esses materiais poderiam ser usados como ponto de partida para o desenvolvimento de mamona direcionada para biodiesel”. Haveria, entretanto, a necessidade do estabelecimento de parâmetros físico-químicos bem definidos e a garantia de que esse novo produto seria realmente comprado pelas usinas de biodiesel, salienta a pesquisadora.


Inscrição dos trabalhos

Odilon Ribeiro, pesquisador da Embrapa Algodão e coordenador técnico-científico dos eventos lembra que os trabalhos podem ser enviados até o dia 10 de maio para o e-mail [email protected] As áreas temáticas para envio dos trabalhos são: biodiesel, biotecnologia e fisiologia, economia e cadeias produtivas, fertilidade e adubação, fisiologia, fitossanidade, irrigação, manejo cultural, mecanização agrícola, óleo e co-produtos, melhoramento genético e sementes. Estas linhas visam abranger o estado da arte e a necessidade de aprofundamento do referencial teórico e tecnológico das culturas oleaginosas energéticas, bem como de seu papel no contexto das mudanças climáticas globais. A programação completa dos eventos e outras informações sobre o IV CBM e o I SIOE oidem ser obtidas no site www.cbmamona.com.br ou pelo telefone (83) 3182-4380.

 

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