Justiça manda pagar R$ 3,08
milhões para a Assembléia.

O que era boato no meio da tarde de ontem acabou virando fato: o desembargador Honildo Amaral de Mello Castro mandou pagar à Assembléia Legislativa do Amapá os R$ 3,08 milhões que ele mesmo havia bloqueado na conta do governo do estado. E foi rápido.

Não faz muito tempo a Assembléia entrou com um mandado de segurança cobrando o dinheiro que diz ser seu, ganhando uma liminar do desembargador Dôglas - a grafia é essa - Evangelista Ramos. Na ocasião o desembargador Honildo deu uma outra decisão bloqueando o dinheiro na conta do governo, mas à disposição da Justiça até "ulterior deliberação" que veio logo depois, quando o mesmo Honildo Amaral decidiu mandar fazer o pagamento, quer dizer: ele cobrou o escanteio e correu para marcar um gol de cabeça. Mandando pagar o que a Assembléia exige, os R$ 48 milhões este ano, o desembargador garante os R$ 51 milhões com que foi agraciado pelos deputados no orçamento que dizem estar valendo. Na verdade, como sempre os deputados saíram ganhando. Eles aumentaram os repasses deles de R$ 32 para R$ 48 milhões, mais de 50% com as sobras e o do Judiciário de R$ 43 para R$ 51 milhões, pouco menos de 20%. Detalhe: a decisão do desembargador não fala dos mais de R$ 10 milhões que os deputados receberam à título de adiantamento de receita orçamentária ainda no ano passado, quando os R$ 32 milhões dos repasses da Assembléia foram estourados em outubro.

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.