Veleiro francês do século XIX
repete sua primeira viagem

O "Três Mastros Belém", um, veleiro de origem frances construido no final do século XIX,e estará em Macapá no período de 09 a 11 de abril.

O veleiro Belém faz parte da expedição "Odisséia Atlântica: O retorno às origens num mundo moderno", organizada pela Fundação Belém e financiada pelo grupo "Caísse d’Épargne". A expedição teve início em fevereiro de 2002, partindo de Nantes (França), iniciando uma viagem de cinco meses e tem como destino final o porto de Saint Nazaire na França.

A odisséia vai recordar a história do mais antigo veleiro francês, ainda em operação. A escala em Macapá tem por objetivo descobrir as particularidades ecológicas, econômicas e humanas do Estado e reforçar a cooperação com a Guiana Francesa/França, que vem se desenvolvendo desde 1995, quando teve inicio o governo Capiberibe, bem como projetar o Estado do Amapá além de suas fronteiras.

Durante a estada do veleiro Belém em Macapá, haverá uma programação cultural envolvendo visitações públicas, filmagens, eventos sociais e promocionais. O Belém chegará em Macapá na madrugada do dia 10 de abril e ficará fundeado na frente da cidade.


Um navio de muitas vidas.

O Três Mastros Belém foi concebido pelo construtor naval Dubigeon por conta do armador François Crouan e lançado em Nantes (França) no dia 10 de junho de 1896.



De 1896 a 1914 o Belém permaneceu como navio comercial e fazia transportes de carga, principalmente de cacau, que saia dos portos brasileiros para a França por conta do chocolateiro Menier.

Em Junho de 1897 pela primeira vez, o navio joga a âncora no porto que inspirou seu nome: Belém. Em 1914 seduzido por suas linhas puras, o duque de Westminster compra o navio, equipa-o com motores e o transforma em iate particular. No ano de 1921 o Belém passa a ser propriedade de Sir Guiness que o compra e o rebatiza com o nome de Fantasma II e com ele faz a volta ao mundo. Em 1952, após treze anos de esquecimento na Ilha Whight, comprado pelo conde Vittorio Cini, o veleiro troca de nacionalidade, passa a se chamar Giorgio Cini e se transforma em barco escola. Em 1979, o banco francês Caisses d’Épargne resgata o tres-mastre da sua morte prematura. Após 65 anos de bandeira estrangeira, o navio volta para sua pátria e em 1985, restaurado e recuperado como navio escola, o veleiro Belém retorna ao mar.

Em fevereiro de 2002, 106 anos depois do seu lançamento, e 90 anos após sua ultima viagem comercial, o veleiro Belém está seguindo a rota da América do Sul e das Antilhas, retornando as águas de suas primeiras travessias pelo Atlântico.

Projetos Culturais

Os organizadores da "Odisséia Atlântica do veleiro Belém: O retorno às origens num mundo moderno", querem deixar uma lembrança forte da viagem. Desde a sua partida, todos os momentos da expedição estão sendo registrados por uma equipe de cinegrafistas, fotógrafos e repórteres. O material será utilizado para confecção de filmes, documentários e obra fotográfica. Autores dos dois litorais estão registrando em uma coletânea de contos a passagem do veleiro. Toda a rota traçada pelo Três Mastros Belém pode ser acompanhada diariamente pela internet no site: www.belem-odysse.com.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.