Espetáculo amazonense fecha festival de teatro em Macapá

O I Festival Nacional de Teatro Macapá 2008, que rompeu todas as expectativas da Federação Amapaense de Teatro Amador (Fata), encerra hoje com o espetáculo amazonense “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz”, da Companhia de Teatro Apareceu a Margarida. A peça é apresentada às 20h no palco do Teatro das Bacabeiras.

Antes disso, às 15h e às 19h, serão encenadas “Açaigool”, da Companhia Bando do Teatro (AP), e “Coroa de Dálias”, da Companhia Núcleo Cínico Desvaneios (AP). Ambos os espetáculos são no Teatro das Bacabeiras.

Após todas as apresentações, o júri, que desde o primeiro dia vem avaliando as apresentações, somarão as notas atribuídas a cada quesito e farão o anúncio dos vencedores.

Os 14 espetáculos que se apresentaram em Macapá durante os sete dias de festival concorrem aos prêmios de melhor direção, melhor atriz, melhor ator, melhor iluminação, melhor sonorização, melhor cenografia e melhor espetáculo.

A cerimônia de premiação acontece no palco do Teatro das Bacabeiras imediatamente após a somatória dos pontos. (Ascom/Festival)

Teatrólogo amapaense promete para breve um festival internacional de teatro

Em virtude do enorme sucesso que é o I Festival Nacional de Teatro Macapá 2008, o vice-presidente da Federação Amapaense de Teatro Amador (Fata), Disney Silva, já promete para 2009 a realização no Estado do I Festival Internacional de Teatro. O teatrólogo amapaense, que atua com ousadia em seus trabalhos, disse que o sucesso do festival nacional abre caminhos para espetáculos bem mais grandiosos.

Disney trabalha há cerca de 30 anos no ramo das artes cênicas. Nesse período foi responsável pela produção dos espetáculos de maior sucesso de bilheteria no Estado. Dentre suas obras que mais se destacaram estão “Bar Caboclo”, “Pecado”, “No tempo da ditadura” e “Seu Pinto, uma filosofia de vida”.

Bar Caboclo, que está em cartaz há aproximadamente 17 anos, já percorreu seis estados brasileiros, nos quais foi sucesso de público, segundo informou Disney, que acrescentou: “É a sacanagem universal”.

Autor e diretor, Disney Silva também atua em alguns de seus espetáculos, conforme destacou. Segundo ele, sua participação como ator na peça Bar Caboclo somente não foi possível neste festival, por estar envolvido na promoção e realização do evento.

O vice-presidente da Fata promete para julho o lançamento da sua mais nova obra: “O último político honesto do Brasil”, que satiriza a política brasileira e seus personagens.

Disney Silva fala entusiasmado do grande sucesso que é o Festival Nacional de Teatro em Macapá. Ele destacou que a aceitação e o comparecimento do público rompeu todas as expectativas da Federação Amapaense de Teatro Amador.

“Nunca se viu tanta gente querendo ver teatro. A cada espetáculo, os teatros lotavam e pessoas tinham de voltar para casa sem poder entrar, devido à lotação”, festeja Disney. (Ascom/Festival)

“Açaigool” provoca discussões acerca
das grilagens de terras na floresta amazônica
Um grito em favor da preservação do meio ambiente. Uma rica faixa da floresta amazônica onde se encontram açaizais nativos e várias espécies de animais silvestres foi negociada pela delegada da cidade para a construção de uma fábrica. A área será devastada em pouco tempo.

Os animais estão apreensivos, pois vão ficar sem lar e resolvem traçar um plano para impedir a ação dos lenhadores. O tatu, a cutia, a tracajá e a tartaruga conseguem trazer da cidade um ecologista que vai ao encontro da delegada e do estrangeiro que comprou as terras e tenta convencê-los do grande mal que irão causar ao meio ambiente, estabelecendo o conflito.

Voltando para a floresta, o ecologista e os animais fazem várias armadilhas e conseguem parar com a ação dos destruidores.

O espetáculo provoca a discussão de um problema muito comum na floresta amazônica - autoridades que se consideram donas de terras e promovem grilagens em virtude da ausência de órgãos ambientais.

Açaigool é um belo espetáculo produzido para mostrar a cultura do Amapá, grande atrativo para a diversão e a reflexão - hoje, às 15h, no Teatro das Bacabeiras. (Ascom/Festival)

Denise Muniz
Diário do Amapá