Debate sobre lixo marca dia
mundial do meio ambiente

Hoje, 5 de junho, é o dia mundial do meio ambiente. A humanidade comemora, e os temas em debate são os mais distintos, todos voltados para uma mesma questão: a relação da vida com o planeta.

Terra, tão te maltratando por dinheiro – o compositor e cantor Beto Guedes, do Clube da Esquina, denuncia a truculência com o meio ambiente na letra de uma de suas obras-primas. Que a força mande coragem / Pra gente te dar carinho / Durante toda a viagem / Que realizas no nada / Através do qual carregas / O nome da tua carne / Terra... – outra canção, esta do compositor tropicalista Caetano Veloso, sobre o movimento do planeta no Universo. Se não cuidarem bem dela, a vida está fadada ao fim.

Para comemorar a Semana do Meio Ambiente, que começou em 29 de maio e vai até 8 de junho, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), preparou extensa programação, cujo tema "Lixo – vamos enfrentar este problema" tem sido a principal pauta dos debates. "Se adotarmos uma postura correta em relação ao lixo, tornaremos nossa cidade mais bela e nossa vida mais saudável", diz a mensagem do folder contendo a programação alusiva à semana. Vídeos e Cartazes também foram produzidos para a campanha.

Na última quinta-feira, 29 de maio, o projeto Eco Lual, reuniu representantes da música amapaense que abriu a programação. O evento cultural aconteceu literalmente ao luar, no Trapiche Eliezer Levy. As canções, interpretadas pelos artistas, cantavam, sobretudo, a natureza.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, logo às primeiras horas da manhã, haverá limpeza da orla de Macapá, da feirinha do pescador, no Perpétuo Socorro, até o Trapiche Eliezer Levy. Depois, no Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável, ocorre assinatura de convênio do Governo do Estado do Amapá com o PPG-7.

Haverá caminhadas ecológicas em Macapá e Santana. Às 16h, no auditório da Sema, o lançamento da home page da instituição. À noite, de volta ao Museu Sacaca, dois livros vão ser lançados: "Extrativismo e Capitalismo na Amazônia: a manutenção, funcionamento e reprodução da economia extrativista no sul do Amapá" – do engenheiro e secretário Antônio Sérgio Filocreão; e "Instrumentos Econômicos para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia" – de Paulo Hadad e Fernando Resende. E a programação especial em comemoração ao dia mundial do meio ambiente termina com shows e apresentações artísticas. No complexo do Jandiá, Naldo Maranhão e Osmar Júnior realizam o "Encanto da Ciência". Em Santana, vários artistas vão cantar na Praça Francisco Nobre.

A Sema, na quinta-feira 6, reúne a imprensa, em um café da manhã, no salão de Convenção do Yázigi, para premiar as matérias jornalísticas que mais se destacaram na temática ambiental este ano. O encerramento da programação será marcado por um passeio ciclístico, no município de Santana.


Aroldo Pedrosa

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.