“Waldez Góes e o PT são os responsáveis pela quebra da CEA”, diz o deputado Camilo Capiberibe

A decretação da caducidade da concessão da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), requerida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) junto ao Ministério das Minas e Energia seria uma decorrência da má gestão administrativo-financeira do Governo do PDT que negociou a estatal amapaense com o PT, em troca de apoio para sua reeleição. A afirmação do deputado oposicionista Camilo Capiberibe (PSB), foi feita nesta segunda-feira, 11 de junho, durante as comunicações inadiáveis na Assembléia Legislativa. “O governador Waldez Góes e o Partido dos Trabalhadores devem responder por isso e são os responsáveis diretos pela falência da CEA”, afirmou Capiberibe.

Na tarde desta segunda-feira ainda estava prevista a realização de um ato público em frente à sede da Companhia contra a sua possível privatização, ato político-partidário organizado pela cúpula do PT, partido que empurrou a CEA à situação desfavorável que a estatal vem sofrendo. O socialista Capiberibe afirmou estar “surpreso ao ver um ato para abraçar a CEA apenas neste momento em que a estatal está prestes a ser tomada das mãos do povo de nosso estado. O deputado do PT, Joel Banha, aprovou nesta Casa de Leis, ainda em fevereiro a realização de uma Audiência Pública que chegou a ser marcada para o dia 29 de abril e no dia, curiosamente, o petista estava viajando o que mostra a ‘preocupação’ do PT em debater os problemas da CEA” ironizou Capiberibe.

Camilo recordou que o ex-presidente da CEA e atual Secretário de Educação Adauto Bittencourt, reconheceu uma dívida da Companhia de Eletricidade com a Eletronorte, dívida esta que seria composta em grande parte por juros acima dos praticados no mercado e que este reconhecimento, segundo o deputado, foi o início do fim da CEA. O deputado do PSB falou ainda do Plano de Ação elaborado no início de 2006 com a finalidade de salvar a empresa. Capiberibe sustentou que o real interesse de Waldez Góes era o de usar a CEA com o intuito de se reeleger. “Foi apresentado um Plano de Ação pela diretoria da CEA e pelo Governo Waldez Góes endereçado a ANEEL, num momento em que era possível salvar a companhia mas o governador optou por colocar a CEA no balcão de negócios da reeleição”.

O deputado do PSB enfatizou ainda que das 164 ações que foram elaborados no Plano de Ação do Governo praticamente nenhuma foi cumprida. “O governador em março de 2006 prometeu seu empenho pessoal para reativar a empresa, mas infelizmente isto não é verdade, pois o plano de ação assinado pelos chefes dos poderes não foi cumprido”, finalizou.


Raul Mareco