O vilão da dieta

Todas as vezes que pensamos em emagrecer, a primeira sensação que temos é a ansiedade e logo procuramos ler tudo sobre o assunto até nos identificarmos com uma dieta. Depois de escolhermos a dieta, arregaçamos as mangas e mãos a obra.

Primeiro dia. A primeira refeição do dia conseguimos fazer seguindo à risca o cardápio. Passando a segunda, continuamos firmes. Depois vem o almoço, uma refeição importante em todos os sentidos tanto quanto pelo valor nutricional como pela quantidade de calorias que nós é permitido comer para continuarmos seguindo a dieta, você continua direitinho e, logo lhe vem a cabeça a impressão de que vai ser fácil.

Mas, no meio da tarde, vai ficando difícil vermos outros comendo delícias bem calóricas e pensamos que temos que nos conter com apenas uma frutinha. E o que acontece? Acabamos não resistindo e devoramos um sanduíche bem grande com uma rapidez impressionante que conseguimos comer até mais um. Depois do deslize vem o sentimento da culpa. Primeiramente culpamos por não resistir, mas, como estamos tão determinados pensamos em não desistir e garantirmos a nós mesmo que, no próximo dia dará tudo certo, e preparamos um jantar bem delicioso, já que a dieta do dia ficou para lá mesmo.

O problema é que no dia seguinte acontece a mesma coisa e no outro dia também e assim sucessivamente, tendo dias em que conseguimos seguir a dieta até o jantar, mas antes de dormirmos acabamos devorando um “pedação” de bolo de chocolate com refrigerante. Com o passar dos dias percebemos que não estamos conseguindo seguir a dieta e começamos a procurar os culpados desta não dar certo. Culpamos a cozinheira que faz uma comida tão deliciosa, fazendo com que não consigamos resistir, depois é a vez da magrela da nossa irmã que não faz dieta e por isso come de tudo e bem na nossa frente como se estivéssemos provocando e assim por diante, tem sempre um vilão tentando sabotar nossa dieta.

O óbvio, mas que não passa por nossa cabeça, é que o vilão pode estar dentro de nós mesmos e nossa ansiedade nos faz resistir ao bom cumprimento da dieta. Nosso organismo não está preparado a perder. Qualquer sensação de perda nos deixa psicologicamente ansiosos, mesmos que sejam as indesejáveis gordurinhas que tanto nos incomodam.

Então para lidarmos com uma perda de peso, decidimos não mais perder. Nos satisfazemos com a idéia de que não estamos perdendo e sim ganhando saúde, beleza, disposição e tudo que nos traga felicidades. Depois passamos não iniciar nenhum tipo de dieta radical, não devemos excluir nada da dieta, devemos iniciá-la diminuindo as quantidades de comida em cada refeição, sempre seguindo um padrão de seis refeições diárias, para não termos excessos de fome durante o dia. Aos poucos, devemos excluir os alimentos de pouco valor nutricional e que não fazem bem a saúde como frituras, açúcares e gorduras saturadas.

Seguindo essa linha, nós teremos feito uma reedudação alimentar que garantirá uma boa alimentação para o resto de nossas vidas, nos prevenindo de várias doenças e, de quebra, teremos uns quilinhos a menos, sem culpa ou sacrifícios e, com certeza, valerá bastante a pena.


*Denice Cristiane Cunha Lobo


Acadêmica do 7º Semestre de Nutrição da Faculdade Seama