Deputado pede aproveitamento
de concursados do Incra

Brasília, 1 de junho de 2007 - A cena é comum. Todos os anos milhares de classificados em concursos públicos passam pela tenebrosa situação de verem seus esforços jogados fora. Isso porque uma grande parcela dos aprovados não são efetivados e perdem sua colocação no tão sonhado mundo da estabilidade.

Na outra ponta, o contribuinte perde também, pois sem o aproveitamento, o governo se vê “obrigado” a realizar novos concursos e para tal, pagamos a conta duas vezes. “O caso do Incra é emblemático”, disse o deputado federal Davi Alcolumbre (Democratas/AP) que apresentou sugestão ao Instituto e ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão solicitando a absorção de mais 50% de aprovados sobre o número de vagas originais do último concurso do Instituto.

De acordo com o parlamentar, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) possui hoje em seu quadro cerca de 4,5 mil funcionários, destes ¼ do total estão em vias de se aposentar. “Nada mais justo do que absorver os candidatos que já conseguiram pontuação, mas ainda não foram chamados”, comentou Alcolumbre.

Outro ponto que corrobora a medida é o significativo número de terceirizados na estatal. Dados da Casa Civil apontam que um terceirizado custa três vezes mais que um funcionário do quadro. Vale ressaltar que o Instituto contava, na década de 80, com cerca de 9 mil servidores, uma redução de cerca de 60%. Nesse mesmo período, o número de assentados e acampados quintuplicou.

“No Incra/Amapá a situação é bem crítica, temos um quadro insuficiente de funcionários e para piorar a Secretaria do Desenvolvimento Agrário estadual não possui quadro próprio”, denunciou Alcolumbre.


Vanessa Simas Figueiredo