Dieesp distribui cartilhas sobre inclusão

Renivaldo Costa

A Divisão de Educação Especial (Dieesp) da Secretaria de Estado da Educação (Seed) vai distribuir mais de três mil cartilhas intituladas "Todos chamados à inclusão" para escolas da rede pública estadual. A iniciativa vai beneficiar cerca de 150 escolas.

A cartilha foi distribuída inicialmente durante a Campanha da Fraternidade de 2006, que tinha como tema a questão da inclusão social de portadores de necessidades especiais. Na época cerca de quatro mil cartilhas foram distribuídas. Este ano, a Dieesp retoma o tema e fará a distribuição das cartilhas durante a solenidade de entrega de Bíblias em braile, no próximo dia 28, às 17 horas, no Auditório da Seed.

O material foi produzido pela Dieesp em parceria com a Diocese de Macapá. A cartilha traz uma história em quadrinhos que tem como protagonistas os "cabuçus" Lurdico e Vardico, onde ocorrem inúmeras situações envolvendo portadores de necessidades especiais. Ao longo da história, os personagens vão percebendo as inúmeras dificuldades que cercam os deficientes e problemas relacionados ao preconceito, acessibilidade e discriminação contra eles.

O roteiro e a ilustração foram feitos pelo cartunista Honorato Jr. e a formatação pelos designs Márcio Bezerra e Marcos Cabrinha, dois dos mais competentes profissionais dessa área no norte do País.

A cartilha traz ainda o alfabeto em braile e Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) além de endereços de entidades que atuam na assistência e na defesa dos direitos dos portadores de necessidade especiais, como a Dieesp, Associação dos Deficientes Visuais do Amapá (Adevap), Apae, dentre outras.

De acordo com a professora Alice Oliveira, chefe da Dieesp, a cartilha traz à tona a questão da inclusão, assunto que - segundo ela - deve estar em pauta primordialmente nas escolas. "Inclusão é oferecer o acesso pleno e imediato da pessoa com deficiência a todos os bens e serviços da comunidade, independente do tipo de deficiência", define.

Ela também explica que a inclusão não é um favor que a sociedade faz ao deficiente, mas um direito que ele tem de exigir, inclusive para ter garantido seu espaço no mercado de trabalho. "Em primeiro lugar é preciso o deficiente conhecer seus direitos (e deveres) para poder exigir. Depois, acreditar no seu potencial e ter motivação e iniciativa para se profissionalizar. Atualmente vivemos num mundo em que quem tem mais conhecimento e melhor formação acadêmica tem vantagem num processo seletivo. Procurar formações sociais que apóiem essa luta (entidades, organizações, associações), em grupo as conquistas podem se tornar mais fáceis. Buscar oportunidades, ir até as empresas, se cadastrar em banco de dados, ser participativo na exigência do cumprimento das legislações, enfim, estar incluso na acepção mais ampla que este termo possa ter".

Alice Oliveira também anunciou que algumas empresas já demonstraram interesse em apoiar as ações da Dieesp, inclusive a Operadora de Telefonia Vivo, que procurou a divisão e que deve fazer a doação de livros em braile para entidades que atendem deficientes visuais.