Polêmica da CEA polariza debates na Assembléia

Macapá, 19/06/07 - O deputado Dalto Martins (PMDB), aliado do governador Waldez Góes, requereu nesta terça-feira (19), cópia de documento assinado pelo ex-governador João Capiberibe do PSB que, segundo ele, provaria que o seu governo pretendia privatizar a CEA, à época das grandes privatizações da era FHC. O socialista Camilo Capiberibe disse que o requerimento do deputado do PMDB era uma tentativa de politizar o debate da CEA. “Se o Governo do PSB quisesse privatizar a estatal amapaense ele o teria feito recorrendo ao Programa Nacional de Desestatização que era pleno de incentivos de toda a ordem para os estados venderem suas empresas públicas".

O deputado do PSB disse que contra fatos não há argumentos. "Deputado Dalto, não adianta o senhor fazer o jogo do Setentrião porque a história é testemunha de que não houve privatização no governo Capi, e já estamos há seis anos fora da administração deste estado, e a CEA está falindo pela incompetência do governador Waldez Góes”.

O líder do PSB na Casa, deputado Ruy Smith, endossou o pronunciamento de Capiberibe, com argumentação direcionada ao parlamentar Dalto Martins, de que “O Governo Capi, na época, disse querer saber sobre a privatização e decidiu que para o Estado este processo não caberia e não privatizou. Portanto, cabe ao governo do PDT buscar todos os elementos para contemplar o povo. O governador Waldez Góes deixa com que as coisas aconteçam aleatoriamente e a CEA irá explodir em seu colo, assim como em vários que aqui estão que não querem assinar a CPI”.

Capiberibe finalizou afirmando que “o PSB é contra a privatização e por isso a CEA não seguiu o exemplo de tantas outras estatais no país. “Em plena era das privatizações a CEA continuou por vontade do governador João Alberto Capiberibe, que preferiu manter a estatal em poder do povo do Amapá, por ironia em pleno governo Lula e sob as barbas do senador Sarney a CEA vai para o buraco". Capiberibe disse que o governo Waldez Góes triplicou a dívida da empresa com a Eletronorte de cem para mais de trezentos milhões de reais. "Por isto, responsabilizo sim o governador Waldez, pois houve incompetência na gestão da Companhia”.

Raul Mareco