Açaimilombra lança clipe da Palheta Perdida
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Aqui vai uma "pré" para quem perdeu o lançamento da "Açaimilombra Produciones",. O Coletivo Palafita estava lá para cobrir, a matéria será divulgada na integra no próximo número do jornal Vanguarda Cultural. Aguardem!

Por Carol Assis , fotos de Alexandre Avelar

Na expectativa do verão começa a fervilhar o movimento cultural sob a linha do Equador e a cidade está cheia de programações que prometem chacoalhar e espantar a preguiça trazida pelas chuvas. Se desvazem as nuvens e se estabelecem as parcerias, nesse embalo é que foi lançada a produtora "AçaimiLombra", no dia 22 de junho, na casa Parlamento. O projeto se lança no mercado local de vídeo, fotografia, banco de imagens, produção cultural, eventos, arte design e moda, trazendo na equipe o fotográfo Alex Silveira, os produtores Rodrigo Trindade e Paulo Neive, além de figuras já bem conhecidas na área de vídeos de Macapá como Toninho Jr. e Marcos Ramom.

A animada festa de lançamento contou com apresentações das bandas stereovitrola e Palheta Perdida, está última estreando no telão o video-clipe "Águas Passadas", produzido pela Açaimilombra produciones que, pelo jeito, vem aí cheia de disposição. Na entrada um brinde sugestivo, sal grosso, alho e caroços de açaí para espantar a urucubaca, comes e bebes por conta da casa e abraços grátis por conta da companhia experimental de teatro, a super "Super Nova", instalada em intervenção no meio do evento. Abusei mais dos abraçõs que dos comes e bebes e pelas conversas percebi que tava todo mundo mantendo a classe para não desbundar geral com a animação. O escriba Fausto Suzuki resumiu "a festa tá do caralho, as pessoas estão se esforçando para ser sociais". Depois de algumas rodadas de "hi-fi" tem que rolar um esforço mesmo.

Entre os convidados diferentes gerações de produtores culturais e artistas se encontraram, comprovando que este é um momento de convergência na cena cultural, oportuno para estabelecer trocas e investir na inovação. A cantora Dulce Rosa, por exemplo, estava por lá curtindo, linda e loura, tão na expectativa pelo clipe de "Aguás Passadas", quanto a filha atriz, Maria Rosa.

Nesse contexto, da encruzilhada de gerações, a stereovitrola subiu ao palco abrindo a noite e mandou ver nos riffs, agradando à gregos e troianos. A amiga e produtora, Ana Vidigal, diz que isso acontece por que a banda já consagrou sua identidade, apostou no próprio estilo e valorizou diferentes influências. Enquanto ela explicava as influências pscicodélicas podiam ser percebidas à todo volume, de Mutantes a Pink Floyd, enquanto rolava um som que não era nada além de "Uma canção para Sid Barret", em meio ao frenesi da galera.

Depois veio o clipe, engraçadíssimo, assim como as letras das canções da Palheta Perdida, sempre regadas de dores de cotovelo e amores adolescentes mal resolvidos. Fazendo Punk Rock, mas tem também um pouco de Hardcore, a banda está na luta desde 2001, aprimorando as suas músicas e dando encaminhamento aos projetos, entre os quais o cd que está em gravação pelo selo Poliphonic, que sempre dá aquele desconto para as bandas independentes. Mas as músicas "Aguás Passadas", "Amor Diabético" e "Jéssica" estão disponíveis no site Bandas de Garagem.
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Carol Assis
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