Arranjos produtivos locais

O professor e pesquisador Antônio Cordeiro de Santana, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), está em Macapá para realizar atividades do projeto sobre identificação e caracterização de Arranjos Produtivos Locais (APLs) nos Estados do Pará e Amapá. Na manhã da terça-feira, 26, ele reuniu com pesquisadores da Embrapa Amapá, com a finalidade de conhecer os projetos de pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelas instituição. Até sexta-feira, 29, Antônio Cordeiro visitará também a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Setec), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), o Rurap, uma área de produção de arroz e uma agroindústria de polpa de frutas.

A próxima etapa é eleger um ou dois produtos para formatar os APLs no Amapá, realizar o levantamento de campo, identificar experimentos e as ações de pesquisa tecnológica e de difusão para os produtores, até chegar à organização do arranjo produtivo, através da formação de um comitê de gestão. "Na Embrapa Amapá chamou a atenção as pesquisas com fruticultura, tendo como carro chefe o açaí, que tem mercados nacional e internacional favoráveis. Outros produtos de destaque, com bom potencial, são os produtos florestais não-madeireiros, a exemplo do cipó- titica e da copaíba, porque envolvem comunidades e têm grande impacto social", ressaltou Antônio Cordeiro, doutor em Economia Rural.

Professor vinculado ao Instituto Sócio-Ambiental e dos Recursos Hídricos da Ufra, ele disse que esta é a primeira vez que se busca formatar um APL no Amapá a partir de uma metodologia científica. "Há instituições trabalhando, mas sem ainda utilizar uma metodologia científica para identificar e caracterizar os arranjos produtivos locais. Simplesmente reúnem dados dos conhecimentos dos especialistas e tentam indicar este ou aquele arranjo, mas o importante é não cair no ideário de planejamento político, sob o risco da coisa fracassar", observou Cordeiro.

Dulcivânia Freitas