Deputado cobra mais rigor no trato com a CEA

Rigor. É o que deseja o deputado estadual Ruy Smith (PSB) quando o assunto é Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). Para ele, somente uma profunda investigação poderia encontrar caminhos para contornar a caducidade que envolve a empresa. Durante a audiência pública ocorrida nessa quarta-feira, 27, na Assembléia Legislativa, Ruy Smith, citou um relatório da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), onde vários fatores são relatados que obrigaram a Agencia a pedir a caducidade da concessão de energia que pertence a CEA junto a Eletronorte.

Entre os fatores estaria a falta de estudo adicional referendando o Plano de Ações. A CEA, segundo o relatório, se julgou incapaz intelectualmente de produzir o estudo. “Se a CEA julgou-se incompetente de produzir um plano adicional para mensurar os impactos financeiros do planejamento então seria óbvio a ANEEL entender que a CEA não tinha capacidade de ficar com a concessão”, criticou o deputado.

Para ele, seria necessário então a criação de uma CPI para identificar as falhas e produzir um debate técnico capaz de encontrar meios para salvar a Companhia da caducidade. Lembrou na ocasião que a atual situação da empresa não foi levada em consideração pelos deputados quando em 2005 foi aprovado na Assembléia uma CPI para investigar as irregularidades ocorridas, no entanto foi engavetada pela mesa da Casa.

Ruy Smith voltou a pedir em requerimento a criação de outra CPI com o mesmo intuito mas não conseguiu o número de assinaturas suficientes para aprová-la, criticando aí o deputado estadual Joel Banha (PT) cujo grupo político comanda a CEA. Disse que Joel defende tanto a Companhia no entanto negou-se a assinar o pedido de CPI.