Declarada guerra
ao crime organizado


Reunidos em Belo Horizonte, dirigentes do Ministério Público dizem que é preciso unir forças para vencer as organizações criminosas Terminou ontem em Belo Horizonte uma série de encontros organizados pelo Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça, cujo objetivo era discutir uma posição oficial da entidade com relação à violência praticada contra o cidadão brasileiro e o combate ao crime organizado. Esse colegiado geralmente se reúne em Brasília, mas veio a Minas Gerais em virtude do assassinato do promotor de Justiça Francisco José Lins do Rego, que pertencia ao Ministério Público mineiro.

O que se viu ao final do evento foi uma tomada de atitude por parte dos dirigentes do Ministério Público brasileiro, que se disseram decididos a enfrentar de frente a onda de criminalidade. O caso do promotor de Minas Gerais é o terciro, num período de três anos. Os dois primeiros foram no Rio Grande do Norte e em Sergipe.

Para o presidente do Conselho Nacional, Cláudio Barros – que dirige o MP do Rio Grande do Sul –, só com uma atuação conjunta entre os Ministérios Públicos estaduais, federal, a Justiça, o Banco Central, a Receita Federal, as polícias Federal, Militar e Civil, será possível enfrentar os organizações criminosas. "Jamais calaremos. Esse episódio triste do assassinato do promotor em pleno exercício da sua função não nos intimidará, pelo contrário, só nos fortalece. Queremos dar um basta à impunidade", desabafou.

Já o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Nedens Ulisses Vieira, afirmou que a criação de uma força-tarefa foi fundamental para a elucidação do assassinato do promotor mineiro. O empresário Luciano Farah, que era investigado pelo MP por envolvimento na máfia dos combustíveis, confessou ter encomendado o crime, executado pelo soldado da Polícia Militar Edson dos Santos, que já está preso.

O encontro de ontem foi encerrado numa reunião conjunta do Conselho Nacional de Procuradores Gerais com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), entidade que congrega 14 mil promotores e procuradores de Justiça. O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, presidiu os trabalhou e anunciou a elucidação do assassinato do promotor, com a prisão de outros três policiais militares.

Entre as principais conclusões do encontro, ficou definido para o próximo dia 22 deste mês uma nova reunião em Belo Horizonte, desta vez destinada a promotores de Justiça que atuam nas áreas de defesa do consumidor, evasão fiscal e área criminal. Nesta quarta e quinta-feira os membros da Conamp se reúnem em São Paulo, para deliberar sobre reformas legislativas a serem apresentadas ao presidente Fernando Henrique. "Nós também definiremos uma posição com relação a propostas como a unificação das polícias e o fim do inquérito policial, considerado uma fonte de corrupção", disse Marfan Martins, presidente da Conamp.

Processo
O procurador-geral de Justiça do Amapá, Jair Quintas, deveria vir a Belo Horizonte mas cancelou a viagem horas antes do vôo, acometido por forte gripe. Ele delegou ao diretor geral do MP amapaense, promotor Paulo Veiga – que está em Minas Gerais –, a missão de representá-lo.

Quintas encaminhou ao MP mineiro expediente externando a contesnação que a notícia do assassinato de Francisco José Lins do Rego causou entre os colegas do Amapá.

Também repercutiu em Minas a notícia de que o Ministério Público está processando o jornal Hoje em Dia, por artigo considerado ofensivo à honra e ao patrimônio cultural do povo amapaense. Mas a posição dos jornalistas foi de cautela, aguardando por uma decisão judicial para se manifestarem. Mesmo assim, já se ventilou a possibilidade de uma retratação pública por parte do autor do artigo, o geógrafo Eduardo Almeida Reis.( Cleber Barbosa )

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Ente do mal. Demônio dos olhos de fogo que vive na floresta
Piracema
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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.