Lideranças repudiam "terrorismo"
do mercado financeiro internacional

De analistas do mercado financeiro ao presidente da República, do primeiro escalão do governo a presidenciáveis, de colunistas a deputados federais, predominou o repúdio ao terrorismo econômico propalado por quatro bancos estrangeiros, em razão da preferência do eleitorado pela pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial. Veja a seguir como
foi a repercussão:

"Qualquer investidor vai procurar pelo Brasil quando houver
infra-estrutura para facilitar o escoamento da produção, mão-de-obra altamente qualificada e mercado que realmente consuma, porque tem renda.
Houve um momento na história do Brasil que os governantes optaram por oferecer aos estrangeiros patrimônios públicos vendidos a preço de banana.
Nós temos outras prioridades que interessam aos investidores."
Lula, presidenciável do PT

"As análises são de uma tremenda irresponsabilidade e afetam muito mais o Brasil do que a campanha de Lula, porque cada ponto que sobe na taxa de juros são centenas de milhões de dólares que o Brasil tem de pagar."
Deputado José Dirceu (SP), presidente nacional do PT

"Coincidentemente, os bancos que veicularam essas análises são os mesmos que tiveram prejuízos enormes com a crise argentina e que até agora tentam, sem sucesso, auxílio do FMI. Com o contágio da Argentina sobre o Brasil, os bancos poderiam obter uma rápida defesa da Argentina junto aos organismos
internacionais e, assim, diminuir seus prejuízos."
Deputado Aloizio Mercadante (PT-SP)

"Esse tipo de firma (Merryll Lynch) recomendou investimentos na Argentina no exato momento em que eram praticadas políticas que levariam o país à ruína. Se as 'merrylinch' apóiam políticas ruinosas e acham que o PT é contrário a elas, então viva Luiz Inácio Lula da Silva, como diz aquele menino que o Duda Mendonça colocou na propaganda do partido."
Clóvis Rossi, colunista da Folha de S. Paulo

"O Brasil não aceitará que instituições financeiras no exterior continuem dando palpites e tentando interferir no processo eleitoral. Não admitiremos que bancos de investimento ou agências de classificação de risco continuem provocando turbulências na economia, com previsões pessimistas sobre a
situação do Brasil caso Lula vença a eleição."
Presidente Fernando Henrique Cardoso

"Não estão agindo corretamente com o Brasil. O país tem uma saúde institucional e uma estabilidade econômica que não justificam previsões catastrofistas. Muitas dessas agências de avaliação parecem estar operando mais com interesses de seus clientes do que com os dados da realidade."
Marco Maciel (PFL-PE), vice-presidente da República

"Não é razoável que a economia seja avaliada pelo sobe e desce das pesquisas. Não vejo razão para isso quando se analisa com serenidade, quando não nos deixamos levar por um instinto de rebanho que às vezes acomete o mercado."
Pedro Malan, ministro da Fazenda

"O que tem que ser avaliado não é pesquisa eleitoral. Isso é uma visão míope do processo. A leitura que tem que ser feita é a da consolidação da democracia que, no Brasil, independe do resultado de eleição. A estabilidade democrática é uma base para a estabilidade econômica".
Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo

"Essas instituições financeiras e departamentos de pesquisas têm que aprender com a democracia brasileira, que prevê a alternância de poder. Elas deveriam elogiar o processo democrático brasileiro."
Amaury Bier, secretário-executivo do Ministério da Fazenda

"Essa companhia de avaliação de crédito (Merrill Lynch) deveria ver os fundamentos da economia. Decisões baseadas em especulações ou pesquisas sobre como estão se saindo os candidatos me parecem prematuras, pouco científicas. O mercado faz todo tipo de avaliação, mas deveria olhar mais os
resultados econômicos."
Lorenzo Peres, chefe da missão do FMI no Brasil

"Acreditamos no Brasil e aqui temos feito investimentos importantes, que hoje fazem da operação Brasil o terceiro pilar de sustentação de nossa operação mundial, juntamente com a Holanda e os EUA."
Fábio Barbosa, diretor do ABN Amro no Brasil

"Acho que o barulho das pesquisas eleitorais é apenas isso: barulho"
John Welch, economista-chefe para América Latina do Barclays Capital

"Decidimos manter a recomendação para a dívida do Brasil porque acreditamos que o risco político está mais do que precificado, contabilizado nos spreads atuais dos títulos da dívida brasileira."
Joyce Chang, diretora de pesquisa de renda-fixa para mercados emergentes do JP Morgan

"É desonesto e intrinsicamente falso como uma nota de três reais culpar as pesquisas de opinião para a instabilidade de hoje no mercado. Olha o desemprego e a massa salarial se encolhendo, sendo trava da retomada de qualquer desenvolvimento. Agora que o mercado está caindo, estão querendo botar a culpa no processo eleitoral"
Ciro Gomes, presidenciável do PPS

"Não há motivo realista para isso. Os banqueiros americanos ainda pensam que a capital do Brasil é Buenos Aires. Os bancos não deveriam ficar encomendando pesquisas de opinião com tanta antecedência das eleições.
Pesquisa reflete tanto a realidade quanto debate de futebol."
José Serra, presidenciável do PSDB

"Não apóio Lula e tenho consciência de que vivemos num mundo globalizado.
Mas acredito na democracia e na força das instituições brasileiras. A decisão do povo deve ser sempre respeitada."
Ramez Temet (PMDB-MS), presidente do Senado

"Qualquer que seja o destino do país nas eleições, o fato é que o Brasil está maduro e não abrirá mão dos projetos de investimento."
Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), ex-senador

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.