Anunciada a 2a Bienal
Internacional
de Música de Belém


A 1a Bienal Internacional de Música de Belém, realizada pela Prefeitura, sob a coordenação da Fumbel - Fundação Cultural do Município de Belém –, aconteceu no período de 14 de junho a 2 de julho do ano 2000.

Com o tema "Amazônia-Brasil-América: 500 anos de Resistência Indígena, Negra e Popular ", o mega-evento, que reuniu artistas nacionais e internacionais, transformou a cidade de Belém na capital da cultura da Amazônia. Sivuca, Chico César, Boca Livre, Altamiro Carrilho e ainda o grupo Uakiti e a cantora Marlui Miranda, foram algumas das atrações nacionais. Os índios Tembé e Waiãpi também marcaram presença nos palcos da Bienal. As atrações internacionais ficaram por conta das apresentações do grupo Evasion, de Caiena (Guiana Francesa), e dos italianos Antonio Grande (violonista clássico) e Daniela Del Mônaco (contralto) que formam o duo "Mínimo Esemble". Da Amazônia, 120 quadrilhas juninas, 24 grupos de boi-bumbás, 13 cordões de pássaros e 15 grupos parafolclóricos acrescentaram elementos do nosso regionalismo no evento internacional.


Festival de MPB

Fazendo parte da Bienal, aconteceu também o I Festival de Música Popular Brasileira que reuniu músicos, compositores, arranjadores e intérpretes de alguns estados do Brasil, entre eles o Amapá. "Foi a minha primeira experiência em festivais fora do meu Estado. Ali, alçamos o primeiro vôo com Valsa de Ciranda. Não fomos premiados, mas foi o começo de uma trajetória de conquistas e glórias pelo Brasil com a nossa música", relembra a cantora amapaense Patrícia Bastos. O grande vencedor do Festival foi o paraense Tony Soares.

Este ano, segundo o chefe da Divisão de Música do Departamento de Ação Cultural da Fumbel, Tinoco Costa, a programação da Bienal será aberta com o II Festival de Música Popular Brasileira, na Aldeia Cabana, previsto para começar no dia 12 de setembro, com a primeira eliminatória. No dia 13 acontecerá a segunda eliminatória, e a final será no dia 14, também de setembro.

A 2a Bienal Internacional de Música de Belém terá 11 dias de duração (o encerramento será no dia 23 de setembro) e envolverá a capital paraense como um todo. "Amazônia de todos os povos" é o tema escolhido para a edição deste ano. "O tema sintetiza a diversidade cultural da região, que abriga habitantes de quase todos os povos do mundo", ressalta o diretor-presidente da Fumbel, Márcio Meira.


Amazônia de todos os povos

Hermeto Paschoal, Gilson Peranzeta e Sebastião Tapajós são nomes já confirmados que participarão da abertura do evento cultural. Na esfera internacional, grupos de música e dança da Itália, Martinica, Vietnã, Líbano e Colômbia foram confirmados. China, Japão, Portugal e Espanha, além de outros países pan-amazônicos como a Venezuela, Equador e Peru, e outros países sul-americanos como o Chile, em fase de negociação, prometem mandar representantes à Bienal Internacional de Música de Belém.

Para a realização do mega-evento, pelo menos R$ 200 mil já estão garantidos, através de emenda ao Orçamento Geral da União, feita pelo deputado federal João Batista Araújo (Babá), do Partido dos Trabalhadores (PT-PA). Em contrapartida, conforme o próprio deputado, a Prefeitura de Belém deve entrar com R$ 50 mil iniciais. O orçamento da Bienal está calculado em R$ 700 mil, que será complementado pela prefeitura e por patrocinadores.

Nos próximos dias, a Fundação Cultural do Município de Belém estará divulgando o regulamento, a ficha de inscrição e a faixa de premiação do II Festival de Música Popular Brasileira que abrirá a Bienal.


Aroldo Pedrosa

 

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.