Abandono leva tristeza e doenças a moradores
do Pacoval e Perpétuo Socorro


Não fosse o abandono, uma triste decisão do governo estadual, o local estaria hoje salvando vidas e atendendo outras milhares de pessoas que superlotam os hospitais e os postos de saúde nos quatro cantos da cidade. Distante desse objetivo, o prédio localizado na avenida Ceará, no bairro do Pacoval, entre as ruas Goiás e Leopoldo Machado, destinado a abrigar uma clínica pública de saúde com especialidade em pneumologia, está entregue ao tempo. Com a estrutura deteriorada, o local de transformou em lugar ideal para a proliferação do mosquito vetor da dengue. Ou seja, aquilo que foi construído para gerar saúde se transformou numa fonte geradora de doenças.

Para evitar que o lugar seja destinado definitivamente ao esquecimento, o deputado estadual Ruy Smith 1sugeriu ao governo, através do requerimento 476/2007, protocolado na terça-feira, 11, na Assembléia Legislativa, que o prédio seja reformado e posteriormente transformado num centro psiquiátrico.

Cuidar dos transtornos mentais e comportamentais é uma exigência do Movimento Pró-Saúde Mental do Amapá. Fundado recentemente em Macapá, o movimento detectou não existir nenhuma preocupação do Estado com os deficientes mentais esquecidos pelas ruas da cidade. E por de falta da inexistência, de cuidados médicos, os encargos recaem exclusivamente às famílias dos pacientes. E as dificuldades vão da falta de dinheiro às reações emocionais. O tratamento com doenças mentais são caros e não possuem coberturas dos planos médicos.

Levando em consideração todos esses fatores, o deputado Ruy Smith quer que o prédio seja transformado num centro de atendimento aos transtornos mentais e comportamentais. Construído em dois andares, o prédio possui mais de quinze salas que seriam destinada a enfermarias e outras dependências de um hospital. A área externa é ampla e arejada. Atrás, outro prédio com seis salas de aula preparadas para atender mais de 300 alunos em apenas um turno, também está entregue ao tempo. Tudo, absolutamente abandonado.

Fernando França