PRODUÇÃO DE BIOENERGÉTICAS
CE vai alocar R$ 6,6 milhões


Itamar Lemos: alternativas de exploração de oleaginosas

O Estado quer ampliar o cultivo de oleaginosas para 70 mil hectares, beneficiando cerca de 30 mil famílias cearenses

Com aporte inicial de R$ 6,67 milhões, o Governo Estadual está lançando o Programa de Fortalecimento e Inserção de Maneira Sustentável da Agricultura Familiar no Mercado de Bioenergéticas. O objetivo é fortalecer a produção do biocombustíveis, dando incentivo para que pequenos produtores sejam fornecedoires de oleaginosas. O programa contempla também a produção de óleo, a partir da cultura do girassol, gergelim e amendoim.

O novo modelo vai agregar mais R$ 4,5 milhões, dos quais R$ 1 milhão destinado à compra de 200 toneladas de semente de mamona, e R$ 3,5 milhões, que serão aplicados na construção de cinco usinas de produção de óleo. O investimento total previsto para o biênio 2007/2008 deve fechar em R$ 11,2 milhões.

Parceria

´A idéia é fornecer outras alternativas de exploração de oleaginosas. Estamos trabalhando para chegar entre 60 mil e 70 mil hectares de área cultivada. Queremos aumentar a tecnologia de produção´, comentou Itamar Lemos, coordenador do Desenvolvimento da Agricultura Familiar da SDA (Secretaria do Desenvolvimento Agrário) do Estado.

Entre as ações a serem implementadas, visando aumentar a produção de óleo, Lemos citou o cultivo em 10 mil hectares com calcário, adubação fosfatada natural e a aquisição de batedeiras (equipamento para amassar a mamona) para facilitar o beneficiamento.

Lemos citou ainda que a compra das 200 toneladas de semente de mamona será firmada em parceria com a Petrobras. ´O valor de R$ 1 milhão será dividido entre a companhia e o Governo do Estado — 50% para cada´, reforçou.

O aumento da produção para atingir de 60 mil a 70 mil hectares vai beneficiar cerca de 30 mil famílias. ´Queremos em 2008 dá um salto na produção de biodiesel´, afirmou Lemos, destacando que faz parte do fortalecimento do programa, a construção das usinas de produção de óleo. Os locais onde irão funcionar ainda estão em estudo, disse ele.

Ainda como forma de incrementar o programa, será realizado o cadastramento de todos os produtores de culturas oleaginosas, com documento de identidade, Certificado de Pessoa Física (CPF), área plantada, entre outrasinformações capazes de gantir o monitoramento da produção. ´Formaremos um banco de dados do programa´, destacou Lemos.

Serão oferecidos incentivos para que os agricultores familiares aumentem sua produtividade e adotem tecnologias ecologicamente corretas. Haverá distribuição gratuita de sementes selecionadas.

Cada produtor receberá ainda R$ 150,00 para cada novo hectare cultivado dentro dos padrões técnicos recomendados e aprovados pela Ematerce. De acordo com Itamar Lemos Lemos, no fim deste mês, o governo inicia o pagamento das primeiras famílias. O número de produtores beneficiados e o valor total a ser pago, ainda não estão definidos.

O novo modelo garante o preço mínimo, a compra da produção e ainda subsídio complementar de até R$ 0,14 por quilo de baga vendida, obedecendo o teto de R$ 0,70 como preço final, como incentivo no momento da comercialização das famílias.

ISILDENE MUNIZ
Repórter