Projeto Pirarucu da Amazônia inicia preparação do mercado local para a comercialização do pescado

A idéia é orientar a classe empresarial para a industrialização do pirarucu em grande escala e ampliar o comércio regional, nacional e até internacional

Ana Cristina Pinheiro

A atividade de criação de pirarucu confinado teve inicio no Amapá em dezembro de 2007 por meio do Projeto Pirarucu da Amazônia, com a implantação de uma unidade de observação na empresa Pesque e Pague Fazendinha, para onde foram levados 350 alevinos, que ficam em observação até o final deste ano.

O projeto pretende incentivar o surgimento e o desenvolvimento da criação de pirarucu em cativeiro para a produção comercial e, assim, contribuir com a geração de emprego e renda no Amapá, já que o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo, e adaptado na Amazônia.

Na terça-feira, 24 de junho, foi realizada mais uma visita técnica na unidade do Pesque e Pague, na qual técnicos do projeto fizeram a biometria do pirarucu, momento em que os peixes foram medidos, pesados e analisados para verificação de crescimento e desenvolvimento.

Segundo o gestor do projeto, Antônio Viana, “esse é o momento mais importante para o projeto, já que serão analisadas todas as fases cumpridas até agora, desde a preparação do taque para os alevinos, alimentação, cuidados com a água, entre outros. E a partir daí fazer um estudo de mercado, disse”

Atualmente, os pirarucus estão com 210 dias, pesando quatro quilos, e 75 centímetros, em média. Para a industrialização será feito um estudo para se verificar o momento certo do abate, se é aos 10 quilos, como está previsto no projeto. Além disso, a classe empresarial passará por uma capacitação técnica e consultoria referente ao mercado regional para que tenham conhecimentos relativos ao abate e venda do peixe.

Para o zootecnista Jacob Keldhi, que acompanha o projeto desde o início, “hoje em dia não se fala em pesca extrativa, pois não se consegue manter, por exemplo, a exportação retirando da natureza, ou exporta pouco. A saída para a produção comercial no mercado nacional ou internacional é a produção em cativeiro”, disse.

Representantes da Agência de Pesca do Estado do Amapá (Pescap), já que o Sebrae está em fase de seleção para a implantação de novas unidades de observação do projeto para o ano que vem. Uma delas é a Pescap onde já está sendo realizada a avaliação de condições de implantação na fazenda que a ela pertence.

De acordo com Antônio Viana, “essa unidade servirá de comparação com a unidade do Pesque e Pague para, se necessário, aplicar conhecimentos antes incertos, adquiridos na primeira unidade”, afirma o gestor.

O projeto pretende, ainda, produzir um vídeo e um livro com informações sobre a criação do pirarucu em cativeiro. Essa é uma atividade que reduz a caça predatória da espécie e, por meio da comercialização, gerar emprego e renda aos pequenos produtores.

Serviço:

Sebrae no Amapá:

Assessoria de Comunicação: (96) 3312-2832