A difícil arte de fazer teatro no norte do Brasil 
Por favor companheiros divulguem!

Caso contrário, continuaremos a ver navios quando se trata de distribuição dos recursos publicos destinados ao fazer cultural deste país. Esta carta é uma iniciativa do Coletivo de Artístas, Produtores e Técnicos em Teatro do Estado do Amapá - CAPTTA, e já esta sendo endereçada ao presidente da FUNARTE, Sérgio Mambertti, Ministro da Cultura, Juca Ferreira e demais autoridades competentes. Eles precisam reconhecer que aqui se faz teatro, e que teatro que não deixa a desejar aos demais estadois brasileiros. 

O intenso e árduo processo de discussão criado pelo Bones (Diretor de Artes cênicas da Funarte) através do Debate Cênico nos fazia acreditar que estávamos vivendo um novo momento nas artes e na cultura deste país. No entanto, o que vemos é censura camuflada sobre o pseudônimo de moderação, prestígio a uns poucos grupos e companhias, desrespeito aos fazedores de teatro desta terra, falta de sensibilidade e coerência na distribuição do recurso público e destruição de um programa inteligentemente criado na gestão do ministro Gil, que visava reparar injustiças históricas com os trabalhadores e trabalhadoras da cultura do norte do Brasil, através da regionalização dos editais, onde já se sabia exatamente o número de prêmios por unidade da federação.

Até a implantação deste sistema, não se chagava por aqui ações como a Caravana Funarte/ Petrobras, o Encena Brasil dentre tantos outros projetos. Assim sendo, está mais do que provado que não existe forma mais democrática de distribuição do recurso público, caso vocês conheçam, por favor, nos ensinem.

O resultado do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2010 é prova da regressão das políticas publicas e dos programas de cultura do governo federal, que ousa usar como slogam: Brasil, um país de todos! Porém nossa participação sempre se dá em desvantagem, pois além de não conseguirmos o apoio almejado para nossas produções, ainda perdemos o pouco que temos. Basta pesquisar sobre o valor de um sedex do Amapá para Brasília ou Rio de Janeiro. Vale ressaltar que o Carequinha já está vinculado à São Paulo, será que o destino do Myriam Muniz não é vincula – lo a uma determinada região?

Nossa vontade de crescer, nosso esforço, o posicionamento geográfico, a inexistência de ferramentas de fomento à produção, o índice de desenvolvimento humano, nada disso tem sido levado em consideração na hora de distribuir os prêmios.

Acaso duvidem de nosso compromisso com a emancipação cultural deste estado que escolhemos para viver e criar nossos filhos, e deste Brasil que aprendemos a amar e respeitar,reflitam sobre nossa participação ativa na Pré – Conferência Setorial de Teatro, II Conferência Nacional de Cultura, Seminários, Feiras e Festivais pelo Brasil a fora, neste exato momento por exemplo, estamos em Porto Velho, por ocasião da terceira edição do Amazônia Encena na Rua e Seminário Amazônico de Teatro de Rua.

Mas como para tudo na vida existe uma desculpa, a Funarte pode argumentar sobre a qualidade dos projetos apresentados, nossa formação ou até mesmo a demanda de projetos apresentados, porém, nada tem feito para capacitar nossos artistas e técnicos na área de produção cultural, em nosso currículo constam cursos e oficinas com grandes nomes do teatro brasileiro, e com relação à demanda, existe um crescimento significativo desde a primeira edição do referido prêmio.

Fica aí nosso convite para que a Funarte/ Ministério da Cultura possam conhecer nossa realidade, até porque, não conseguiram nos enganar com o edital de microprojetos da Amazônia Legal, ela não responde as reais demandas do verdadeiro custo amazônico.

Para finalizar deixo uma pergunta e uma reflexão:

Pergunta: De que adianta aumentar o valor dos prêmios, e diminuir o número de projetos contemplados?

Reflexão: Trinta mil reais pode não significar nada para os tubarões dos mares do sul e do sudeste, no entanto, para os peixinhos dos rios da Amazônia, faz muita diferença. Em time que está ganhando, não se mexe!!!

 

Assinam este documento:

 

Associação Artística Cultural Ói Nóiz Aqui Traveiz

Associação Sócio Cultural Companhia Cangapé

Grupo Eureca- Educação, Arte e Cultura

Companhia Êta Nós...

Cia AnimAção

Companhia Viva de Teatro

Grupo Teatral Baluarte

Associação Companhia Teatração

Grupo Teatral Amigos da Cultura

Grupo Teatral Marabaixo

Grupo Teatral Vivendo a Arte

Associação Artística Cultural Língua Solta

Associação de Jovens Semente Nova

Associação Sócio Cultural Santa Art’s

Grupo Teatral Op Arte

Grupo Teatral Hemisfério

Grupo Teatral Arte Encena

Grupo Zimba

Grupo Arca Poético

Grupo Teatral Cores na Rotunda

Cia. Supernova Teatro Experimental

Grupo Teatral Ripacaramba

Grupo Carpêndia

Grupo Ferreirart’s

 

Att.

Claudio Silva

Presidente do CAPTTA

96-81149655