HONESTIDADE NÃO TEM PRAZO DE VALIDADE QUE JUSTIFIQUE A DESONESTIDADE

Os valores éticos e morais de uma pessoa são construídos a partir do momento que essa pessoa nasce, que a partir daí vão sendo inseridos na personalidade e sendo lapidados em busca de um aperfeiçoamento tal que durante toda a vida eles possam somente elevar a condição humana dessa pessoa, através de atitudes nobres, atitudes éticas, atitudes justas e condizentes com o que é normatizados e convencionados, como também condizentes com a moral e com o respeito aos outros da mesma espécie.

As conseqüências que trazem essas atitudes beneficiam sobremaneira a si próprio, mas principalmente a todos que estão a sua volta, e aos que não estão a sua volta, pois os atos praticados, altruístas viram, atos justos viram, atos honestos viram, como também viram atos extremamente soberbos que através de posições alcançadas por esse, podem colocar essa posição em favor dos menos favorecidos, procurando desenvolver processos que visem o progresso da pessoa humana dentro de atitudes positivas e de caráter unicamente em favor de uma sociedade carente de atos que possam determinar a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, colocando esses objetivos como sendo primordiais na busca de dias melhores.

Feliz é a sociedade que tem entre seus integrantes, pessoas que são regidas por valores que só elevam essa sociedade, com uma visão de que principalmente o bem público deve ser como tal aplicado na busca de soluções de problemas que afligem toda uma população, deve ser aplicado conforme a legislação, com transparência e responsabilidade procurando dar satisfação à sociedade, como também dar prioridade a tudo que for necessário a essa população, com lisura, sem nenhum tipo de segredo naquilo que deve ser considerado por demais sagrado, que é o dinheiro público.

Não se pode conceber, que atores com vários anos de atuação, com ilibada vida pregressa, com serviços prestados mil à nação, com iniciativas que ajudarão por várias vezes na execução da justiça e da probidade, possam eles depois disso tudo passar a executar atos escusos, atos contra a legislação e, portanto ilegais e secretos, e não poderem ser responsabilizados por esses atos, à sombra de sua vida pública passada como se uma coisa justificasse o crime, o ilegal, o espúrio, o sujo, pois a honestidade não tem prazo de validade, ser honesto é para toda a vida, ser honesto é uma concepção de vida, não se pode parar de ser honesto e passar a praticar o ilegal, e querer se servir de tempos honestos passados para justificar o agora desonesto, injustificável, como se os atos passados dessem autorização para que o olhar para traz tapasse o olhar agora, procurando apor o passado no vivenciar do presente, inconcebível, tais atitudes, pois nada justifica a desonestidade para com o povo, mesmo que se cometido pelo maior herói nacional, mesmo que fosse cometido pelo maior bem feitor brasileiro, porque é um mal cometido, é uma desonestidade cometida, na maioria das vezes utilizando o dinheiro que é do povo, em favor de si próprio ou de quem o cerca, claramente em detrimento do bem comum e, portanto factível de ser punido.

O povo, como sempre sofredor, assiste a mais um episódio de extrema insensibilidade, ao verificar que querem dar prazo de validade para a honestidade, a fim de justificar o desonesto, àqueles que agora fazem apologia ao que é secreto.

Professor Alcides de Oliveira

alcides.oliveira2005@ig.com.br