Moradores do conjunto da Ego comemoram a realização de um sonho


Governo e a Caixa assinaram nesta quinta-feira, 2, o contrato para a regularizar a moradia de 322 famílias

O Governo do Amapá e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta quinta-feira, 2, o contrato para a regularizar a moradia de 322 famílias do Conjunto da Ego. O impasse quanto à legalização dos imóveis durou quase 20 anos. A expressão entre os moradores que participaram da solenidade era de alívio.

Para a professora Linda Carla Alencar de Souza, 39 anos, a legalização representa a concretização do sonho “queríamos resolver logo essa situação. Somos muito gratos ao governador e aos outros que compraram essa briga conosco”, desabafou. Otávio Cardoso Neto, 40 anos, é morador do Conjunto da Ego há 14 anos. “Há muito tempo eu estava querendo comprar um imóvel, chegou o momento. Agora é só felicidade!”, comemorou após assinar o contrato com a Caixa Econômica.

A funcionária pública Deusonita Brasil da Silva, 77 anos, disse que quando comprou o imóvel há 14 anos não sabia da ilegalidade. “Para nós, era um tormento, ficávamos sobressaltados sem saber quando íamos ser despejados. Hoje o tormento acabou”, afirmou aliviada.

O Governo do Estado servirá de avalista para os que não têm a renda mínima exigida pela Caixa Econômica Federal, ou não podem comprová-la. “É interessante esse olhar diferenciado que o governador Waldez Góes tem em relação às pessoas que não podem comprar seu imóvel”, afirmou o universitário Arthur Cardoso, 33 anos, que mora no Conjunto há 10 anos.

Além de ser avalista dessas pessoas, o Governo do Amapá está montando a infra-estrutura necessária à urbanização e averbação dos lotes, assim como assumirá as custas cartoriais necessárias para os moradores terem o financiamento aprovado.

O presidente da Associação dos Moradores do Residencial Jardim Marco Zero, Wladimir Haroldo Souza da Cunha, reconheceu a importância do apoio do Governo do Estado e da bancada federal nas negociações com a Caixa Econômica. “Sozinhos não conseguiríamos nada. Sem a boa vontade desses homens públicos não chegaríamos onde chegamos”, disse.

Graça Penafort