Escola Agroextrativista do Maracá recebe curso de
manejo florestal
Criada há oito anos, a Escola Família Agroextrativista
do Maracá, município de Mazagão (AP), está
localizada em uma região rica em produtos madeireiros e não-madeireiros.
Com uma matriz curricular focada no extrativismo, sobretudo da castanha-do-Brasil,
a Escola do Maracá esta semana transforma-se em um pólo
de aprendizado em manejo florestal. No período de 29 de junho
a três de julho, o engenheiro agrônomo Henrique Gomes
é o instrutor do curso "Manejo florestal de uso múltiplo",
com uma programação de aulas teóricas e práticas
no entorno da escola. O curso faz parte do projeto de transferência
de tecnologias e de conhecimentos da Embrapa, executado nas cinco
Escolas Famílias do Amapá sob coordenação
do analista da Embrapa Amapá, Jackson de Araújo dos
Santos.
O conteúdo do curso aborda temas como o conceito legal de manejo
florestal, plano de manejo, censo florestal, corte de cipós,
planejamento da exploração, abertura de estradas e pátios
de estocagem, corte das árvores, proteção da
floresta contra o fogo e práticas silviculturais (cultivo de
espécies florestais). "Nesta capacitação,
os alunos de técnicas agroextrativistas recebem diversas instruções,
uma delas é como executar um plano de manejo usando GPS na
marcação das parcelas", disse o engenheiro agrônomo
Henrique Gomes, orientando do pesquisador da Embrapa Amapá,
Marcelino Guedes, no curso de mestrado em Biodiversidade Tropical.
Ele tem como auxiliar no curso, o assistente da Embrapa Amapá,
Carlos Alberto Monte Verde Pinheiro.
Na apostila distribuída aos alunos, um dos textos conceitua
o manejo florestal como "um conjunto de técnicas empregadas
para colher cuidadosamente parte das árvores grandes de tal
maneira que as menores a serem colhidas futuramente sejam protegidas".
No País, o manejo florestal foi definido legalmente, pela primeira
vez, no Código Florestal Brasileiro de 1965, que definiu que
as florestas da Amazônia só podem ser utilizadas por
meio de planos de manejo. Em 1989, uma ordem de serviço do
Ibama definiu um protocolo de plano de manejo, incluindo especificação
de técnicas de extração para diminuir os danos
à floresta, estimativas do volume a ser explorado, tratamentos
silviculturais e métodos de monitoramento do desenvolvimento
da floresta após a exploração.
O agrônomo Henrique Gomes explica que a expressão manejo
florestal de uso múltiplo é indicada para produtos florestais
madeireiros e também não madeireiros, a exemplo da andirobeira,
mururmuruzeiro e o açaizeiro.
Durante o curso, os alunos terão acesso a informações
e dados que justificam a importância do manejo florestal, citando
benefícios como a continuidade da produção, segurança
de trabalho, respeito à lei, oportunidades de mercado, conservação
florestal e serviços ambientais, e também conhecerão
as etapas de um plano de manejo florestal de açaizeiro em área
de várzea. O projeto de transferência de tecnologias
para as Escolas Famílias faz parte do portfólio de tecnologias
sociais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA),
sendo executado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural
do Amapá (SDR) e Rurap, o órgão estadual de extensão
e assistência técnica.
Dulcivânia Freitas
Jornalista (DRT/PB 1.063)
(96) 4009-9511/9902-9959
dulcivania@cpafap.embrapa.br
www.cpafap.embrapa.br
Missão da Embrapa Amapá:
Viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação
para a
sustentabilidade da agricultura e do uso da biodiversidade na Amazônia,
com ênfase no Amapá e estuário amazônico.