Morre primeiro presidente da Embrapa

O primeiro presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Irineu Cabral, morreu nesta terça-feira, 31, em João Pessoa (PB), aos 82 anos, vítima de um câncer na medula. Pernambucano, nascido no município de Surubim, Irineu estudou Economia e se formou em Direito pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.

Dedicou-se exclusivamente ao gerenciamento de instituições rurais, a maioria delas relacionadas com projetos agrícolas, de crédito, assistência técnica e estudos agrários. Irineu acumulou também experiência internacional na direção de organismos como o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Comitê Interamericano de Desenvolvimento Agrícola (Cida) e o Departamento de Projetos Agrícolas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Ao tomar posse como presidente da Embrapa, em 26 de abril de 1973, Irineu assumiu o desafio de contribuir para o desenvolvimento de uma empresa que apoiasse uma agricultura, a um só tempo, moderna e eficiente, e acima de tudo, instrumento de justiça e progresso nacional.

Em 2005, Irineu publicou o livro "Sol da Manhã" - A Memória da Embrapa" que revela detalhes sobre a criação da empresa. A obra resgata a memória da instituição, relatando fatos e episódios que marcaram a implantação da Embrapa, destacando-se as conquistas e avanços alcançados, a significativa contribuição ao desenvolvimento da agricultura nacional e dificuldades e obstáculos encontrados ao longo dos anos. Em Macapá, o livro está disponível para consulta na Biblioteca da Embrapa Amapá.

Para o atual presidente da Embrapa, Silvio Crestana, Irineu Cabral foi base fundamental para que a Embrapa se tornasse hoje a instituição nacional responsável, em grande parte, pelo apoio tecnológico à agricultura do país. O sepultamento de Irineu Cabral será em Campina Grande (PB), em data e horário a serem confirmados pela família.



Juliana Freire - Embrapa Sede (Brasília)