Camilo Capiberibe pede
investigação de suspeita
de fraude em concurso

Macapá - O caso da técnica em enfermagem, Valdinéia Marinho Farias - aprovada em concurso público realizado pelo governo Waldez em 2004, na 1307ª colocação e, em 2007 estranhamente convocada como se tivesse sido aprovada na 247ª - não foi esquecido pelo deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB), que nesta quinta-feira 05 de junho, levou a denúncia ao conhecimento do Procurador Geral de Justiça do Amapá, doutor Márcio Augusto Alves. As suspeitas sobre os procedimentos que levaram a senhora Valdinéia Farias a pular posições na lista dos classificados foram comprovadas no Diário Oficial dos dias 27 de dezembro de 2004 (página 17), e 21 de fevereiro de 2007 (página 03).

No dia 09 de maio, o socialista havia denunciado a provável fraude na Assembléia Legislativa, argumentando que iria encaminhar os documentos ao MPE, com pedido expresso de investigação. Segundo esclareceu o deputado do PSB, a demora se deu em virtude da reunião de todos os documentos necessários para bem instruir a denúncia. Em maio, Capiberibe afirmou que “este fato nos leva a crer que o caso desta servidora pode ser apenas a ponta de um iceberg de fraudes nos concursos públicos realizados no Governo do PDT. Irei me empenhar para que a verdade venha à tona”.

Bastante solícito, o doutor Márcio Augusto Alves recebeu o ofício de nº. 040/2007 das mãos do deputado Camilo Capiberibe. Quando da denúncia, deputados da base governista explicaram que Valdinéia teria conseguido uma revisão da sua prova de redação mediante decisão judicial. Camilo Capiberibe disse ao procurador que sua assessoria fez pesquisa e não encontrou decisão judicial nenhuma favorecendo Valdinéia com a revisão da nota de redação. Camilo Capiberibe esclareceu que "o que pode ter havido é uma decisão em âmbito de processo administrativo dentro da SEAD - Secretaria Estadual de Administração, o que de qualquer maneira iria ferir de morte a credibilidade do concurso", disse.

O deputado do PSB argumentou ainda que "se a decisão foi tomada dentro da SEAD, ela pode ter sido fruto de apadrinhamento político puro e simples". Capiberibe se preocupa ainda com o sério risco de que erros grosseiros possam ter contaminado todo o processo de correção das provas. "Caso a decisão da SEAD de rever a nota tenha sido embasada em decisão administrativa fundamentada em erro de correção, o que garante que as provas dos outros concorrentes não terá sido corrigida com erro também havendo um rebaixamento coletivo dos classificados?” O Procurador Geral de Justiça disse que encaminhará a denúncia à Promotoria da Cidadania e que irá acompanhar o caso.

Raul Mareco