As empresas e a acessibilidade

A acessibilidade de deficientes físicos em locais públicos sempre foi um problema, poucas são as empresas e instituições que possuem a estrutura física para o atendimento deste público. E enquanto as estruturas não são adaptadas o portador de deficiência física é quem sofre as conseqüências.

O atendimento bancário é uma das maiores reclamações, segundo o cadeirante, Alieneu Pinheiro, as agências bancárias ainda não se adaptaram a Lei de acessibilidade. “Sempre que me dirijo a uma agência bancária o problema é o mesmo, tenho que esperar a boa vontade de um funcionário parar me atender, isso demora de 30 a 45 minutos, sem falar no constrangimento de ficar em frente ao banco como um pedinte” explica o estudante.


No Amapá o acesso dos deficientes físicos ainda não virou realidade, muitas instituições não oferecem acesso à cadeirantes, deficientes visuais entre outras necessidades especiais. Para atuar com estas questões a Promotoria de Justiça da Cidadania reuniu no último mês várias instituições privadas em busca do cumprimento da Lei de acessibilidade.


Na reunião empresas privadas, bancárias e instituições de ensino compareceram ao encontro. Neste os presentes apresentaram as medidas que estão sendo tomadas para garantir o acesso a todos os portadores de necessidades especiais. Airton Vigo, representante da Faculdade Seama, falou da facilidade que os portadores de necessidades especiais têm para se locomover dentro da instituição.


“OFertar educação para toda e qualquer pessoa, sem restrinções a problemas físicos, esse é o compromisso que assumimos.O prédio da Seama está adaptado com rampas internas e externas, elevadores, bebedouros rebaixados e portas de livre acesso, tudo para facilitar a locomoção dos deficientes físicos” esclarece Airton.