Lideranças nacionais participam
de seminário sobre a Amazônia

Mais de 400 pessoas entre lideranças nacionais, estaduais, municipais e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) participaram da abertura do Seminário Macro Regional da Amazônia Oriental, em Belém do Pará, no auditório do Hotel Beira Rio, no dia 06. Representantes dos estados do Pará, Amapá, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas integraram-se ao evento.

Márcio Meira, membro da Coordenação Nacional do Programa do Luís Inácio Lula da Silva, pré candidato à Presidência da República pelo PT nas eleições de 2002, conduziu o início dos trabalhos que irão definir propostas específicas a respeito do desenvolvimento sustentável da Amazônia e à inserção e condução da região no cenário nacional e internacional. Tais propostas serão inseridas no Programa de Governo em vias de elaboração, com base nas diretrizes aprovadas no Diretório Nacional do PT e a partir das contribuições de todas as regiões brasileiras.

Uma conferência nacional será realizada em São Paulo, no dia 22 de junho, com o objetivo de apresentar o resultado dos diversos momentos de construção de um programa socialmente justo, ecologicamente sustentável e economicamente viável. As diretrizes estão sendo baseadas na participação popular e no respeito às características regionais.

Gilney Viana, coordenador nacional do Programa, comentou que o Partido dos Trabalhadores está construindo um novo modelo de desenvolvimento. "Estamos incluindo os problemas regionais no conjunto das preocupações centrais do Programa a fim de estabelecer a sustentabilidade e a qualidade de vida para o povo brasileiro. Estamos considerando as experiências e a pluralidade étnica e cultural na construção desse processo", afirmou o coordenador.

Para Donizete Nogueira, secretário geral do PT de Tocantins, o encontro de lideranças nacionais no Seminário Macro Regional irá fortalecer o debate regional nos meios acadêmicos e populares, que se basearão nas propostas encaminhadas através dos temas discutidos durante o evento.

Após a abertura oficial, mesas temáticas promoveram debates a respeito do modelo atual de desenvolvimento da Amazônia e sobre experiências amazônicas. A primeira temática foi conduzida pelo antropólogo Alfredo Wagner. Ele expôs a respeito do conhecimento tradicional amazônida que está sendo patenteado por laboratórios internacionais de biotecnologia, que detêm poder, recurso financeiro e reconhecimento. Significa dizer que as riquezas da Amazônia estão sendo transformadas em mercadorias internacionais para fortalecimento da condução do processo capitalista. "Nosso conhecimento está sendo expropriado", comentou o antropólogo. Segundo ele, é preciso estabelecer políticas públicas que garantam a permanência do patrimônio genético da Amazônia no Brasil. Alfredo Wagner lembrou ainda sobre a importância de manter o conhecimento tradicional nas comunidades de origem. Citou como exemplo a atuação e a informação das comunidades indígenas e quilombolas, dos atuais 160 mil seringueiros, dos 400 mil castanheiros e demais comunidades amazônidas. Alfredo Wagner fez também uma retrospectiva sobre a herança dos problemas amazônidas a partir da condução econômica, desde o início da colonização e ocupação espacial da região.


Mudança na história

Para Ana Júlia Carepa, vereadora de Belém do Pará, as questões debatidas durante o Seminário Macro Regional colaborarão com um processo de ruptura com o passado visando a mudança na história de mulheres e homens residentes na floresta amazônica. "Precisamos garantir a Amazônia para os amazônidas e para os brasileiros", comentou Ana Júlia.

O vice-prefeito Valdir Ganzer, representante da Prefeitura de Belém do Pará, falou sobre a importância de se levar em consideração o acúmulo de experiências já existentes na região produzidas pelas cooperativas, associações, sindicatos, movimentos de mulheres, jovens, igrejas, movimentos populares, organizações governamentais espalhadas pela Amazônia, órgãos governamentais comprometidos com a população. Citou como exemplo o Acre e o Amapá. "Aqui, nós já iniciamos com o processo de ruptura do modelo político tradicional e neoliberalista. Aqui, o desenvolvimento sustentável, a busca da equidade e da justiça social é um processo que já iniciou a partir das experiências em curso", enfatizou o vice-prefeito, que considera o Seminário um momento histórico. "O cenário da Amazônia tem importância fundamental nas questões internacionais. Estamos no meio de uma disputa e temos que garantir, com responsabilidade, a permanência do espaço territorial da Amazônia com o povo brasileiro", finalizou Ganzer.


Abordagens ambientais

Marina Silva, senadora do Acre pela Partido dos Trabalhadores, irá iniciar os trabalhos do segundo dia de Seminário, nesta sexta-feira, 06. As mesas de debates abordarão temáticas sobre os "Recursos Hídricos, Florestais, Minerais e Energéticos", "Gestão do Território: Pacto Federativo, Soberania e Desigualdade Regional", "Biodiversidade", "Culturas Amazônicas", "Financiamento do Desenvolvimento Regional", "Políticas Públicas de Inclusão Social e Racial". Ao término do evento será apresentado um relatório final com as propostas de desenvolvimento para a Amazônia, que integrarão o Programa de Governo do pré-candidato Luís Ignácio Lula da Silva.

Christina Hayne

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.