Amapá vai ter
espaço
na Tv Justiça

Será no próximo dia 11 de julho a entrada no ar experimental da TV Justiça, um novo canal de televisão a cabo destinado a dar mais transparência das ações da Justiça em todos os seus segmentos. O Amapá garantiu a participação no canal, com dois jornalistas se tornando correspondentes no estado: Paulo Oliveira, do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) e Cleber Barbosa, do Ministério Público Estadual (MPE). O anúncio foi feito na terça-feira pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio de Mello, que promoveu em Brasília um seminário de implantação da TV Justiça.

A importante conquista vem sendo trabalhada há dois anos pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça, um colegiado de jornalistas que são assessores de comunicação social de órgãos da Justiça e do Ministério Público. Coube à Assessoria de Imprensa do STF o trabalho de assumir a chamada cabeça da rede, ou seja, a sede da TV Justiça. “Mas a programação será descentralizada. Cada unidade da Federação será uma sucursal da TV e enviará matérias e documentários especiais para Brasília”, explicou Renato Parente, titular da Comunicação da Corte Superior do país.

Em Macapá, o procurador-geral de Justiça, Jair Quintas, comemorou o anúncio da entrada no ar da TV Justiça. “É uma conquista de toda a sociedade pois poderá acessar melhor o aparelho da Justiça, conhecendo sua estrutura, sua atuação e a atribuição de cada órgão”, disse o chefe do MPE.

Quintas só disse lamentar que a TV Justiça passe a operar apenas no sistema de transmissão a cabo. “O ideal seria a televisão aberta, para chegar a camada mais numerosa da população”, argumentou. “Mas existe um leque de opções para que a gente celebre parcerias com outros canais e televisões públicas, como a TV Cultura, os canais universitários ou até canais comerciais”, garante Cleber Barbosa, assessor de imprensa do MPE.

Para o presidente do STF, ministro Marco Aurélio de Mello, já passou o tempo em que, em um ato de auto-proteção, o juiz devia falar só nos autos. “Uma coisa é a impossibilidade de emitir-se um entendimento quanto a um conflito submetido ao respectivo exame. Outra coisa é ter o juiz, o defensor público, o advogado, o Ministério Público como interlocutores abalizados para noticiarem o que é de interesse em si da sociedade”, ponderou.

O esboço do manual da TV Justiça, apresentado aos cerca de 200 participantes do seminário, revela a variedade da programação, como um telejornal noturno diário, boletins e reportagens, como exemplo, a veiculação da atividade comunitária desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a mediação dos conflitos indígenas pelo Ministério Público, entre outros assuntos. A TV Justiça, salientou Marco Aurélio, “surge em boa hora e já com algum atraso”.

Além dos presidentes de todos os tribunais superiores, do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, e do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, estiveram presentes na abertura do seminário os dirigentes e os assessores de comunicação social de 14 tribunais de Justiça; 3 Tribunais de Alçada; do Conselho de Justiça Federal, dos 5 Tribunais Regionais Federais; 19 Tribunais Regionais do Trabalho; 16 Tribunais Regionais Eleitorais, Procuradores Gerais de Justiça de 12 estados; do Ministério Público da União em 12 estados; da Defensoria Pública em 3 estados, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, de entidades de classe nacionais da magistratura e dos Ministérios Públicos estaduais.

Um dos carros-chefes da programação da TV Justiça será a transmissão, ao vivo, de julgamentos tanto do STF como do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como julgamentos de grande relevância nos estados. “O julgamento dos acusados pela morte do velejador Peter Blake já está na pauta para ser transmitido direto de Macapá”, disse Cleber Barbosa.

 

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.